{"id":17969,"date":"2026-05-03T11:24:14","date_gmt":"2026-05-03T11:24:14","guid":{"rendered":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/03\/as-cidades-pela-otica-de-milton-santos\/"},"modified":"2026-05-03T11:24:15","modified_gmt":"2026-05-03T11:24:15","slug":"as-cidades-pela-otica-de-milton-santos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/05\/03\/as-cidades-pela-otica-de-milton-santos\/","title":{"rendered":"As cidades pela \u00f3tica de Milton Santos"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Em 2026, celebramos o centen\u00e1rio de nascimento de um dos maiores intelectuais brasileiros, reconhecido no mundo inteiro: Milton Santos. Nascido em Brotas de Maca\u00fabas, na Bahia, em 03 de maio de 1926, ele foi um dos grandes int\u00e9rpretes da realidade brasileira. Embora formado em Direito, sua sensibilidade para com os movimentos migrat\u00f3rios do Nordeste e a percep\u00e7\u00e3o das desigualdades estruturais o levaram a construir uma obra que \u00e9, hoje, o alicerce fundamental para qualquer ativista que lute pelo direito \u00e0 cidade.<\/p>\n<p>Para Milton Santos, a cidade n\u00e3o \u00e9 um palco inerte onde a vida acontece. A cidade \u00e9, por excel\u00eancia, o espa\u00e7o em sua forma pol\u00edtica, \u00e9 fator social, \u00e9 territ\u00f3rio produzido, disputado e usado conforme a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as entre o Estado, o mercado e as for\u00e7as da sociedade civil. Celebrar seu centen\u00e1rio em meio \u00e0 crise urbana que atravessamos n\u00e3o \u00e9 apenas um ato de mem\u00f3ria, mas uma necessidade pol\u00edtica para transformar as cidades em bem comum.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">A urbaniza\u00e7\u00e3o brasileira: um avan\u00e7o cego e a produ\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o<\/h4>\n<p>O processo de urbaniza\u00e7\u00e3o no Brasil n\u00e3o foi um \u201cprogresso\u201d harmonioso, mas o que Milton Santos chamou de um \u201cavan\u00e7o cego\u201d, o resultado de uma moderniza\u00e7\u00e3o dolorosa. A partir de 1940, o Estado brasileiro financiou uma moderniza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola que transformou o campo em uma m\u00e1quina de expuls\u00e3o. N\u00e3o foi o \u201cbrilho da cidade\u201d que atraiu as massas, mas a mecaniza\u00e7\u00e3o do campo e a concentra\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria que as expulsaram. Esse \u00eaxodo rural for\u00e7ado moldou cidades que j\u00e1 nasceram cindidas.<\/p>\n<p>Nessa cis\u00e3o do espa\u00e7o urbano, formou-se o que ele chamou de dois circuitos da economia urbana, um circuito superior e um circuito inferior, ou seja, formou-se um \u201cespa\u00e7o divido\u201d. O circuito superior funciona com capital intensivo, produ\u00e7\u00e3o em larga escala e v\u00ednculo com o mercado internacional. J\u00e1 o circuito inferior \u00e9 feito por trabalho intensivo, produ\u00e7\u00e3o em pequena escala e v\u00ednculo com o mercado local. Esses dois circuitos coexistem e s\u00e3o representa\u00e7\u00e3o da urbaniza\u00e7\u00e3o desigual no pa\u00eds.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O territ\u00f3rio usado: onde a cidadania se realiza ou morre<\/h4>\n<p>Um dos conceitos mais potentes de Milton Santos \u00e9 o de territ\u00f3rio usado. Para ele, o objeto de estudo da Geografia n\u00e3o \u00e9 o territ\u00f3rio em si, mas o territ\u00f3rio como uso. \u00c9 aqui que a geografia encontra a pol\u00edtica: a cidadania n\u00e3o \u00e9 algo abstrato; ela acontece no territ\u00f3rio. Como ele mesmo dizia: \u201cA justi\u00e7a social \u00e9 proporcional aos servi\u00e7os e recursos urbanos dispon\u00edveis para determinado territ\u00f3rio.\u201d<\/p>\n<p>Se voc\u00ea vive em um bairro com transporte eficiente, ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica e \u00e1gua encanada, sua cidadania \u00e9 de \u201cprimeira classe\u201d. Se voc\u00ea vive em territ\u00f3rios onde o Estado s\u00f3 aparece por meio do bra\u00e7o armado da pol\u00edcia, sua cidadania \u00e9 mutilada. Milton Santos denunciava a exist\u00eancia de diferentes classes de cidadania determinadas pelo CEP.<\/p>\n<p>Nas grandes e m\u00e9dias cidades brasileiras, essa desigualdade se manifesta em feridas abertas:<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Segrega\u00e7\u00e3o socioespacial: a expuls\u00e3o dos pobres para \u00e1reas cada vez mais remotas e desassistidas;\u00a0<\/li>\n<li>Mobilidade prec\u00e1ria: o tempo de vida roubado dos trabalhadores em transportes caros e ineficientes;\u00a0<\/li>\n<li>Genoc\u00eddio da juventude negra: o territ\u00f3rio perif\u00e9rico sendo transformado em zona de guerra, em que a viol\u00eancia institucional substitui o direito \u00e0 exist\u00eancia;<\/li>\n<li>Privatiza\u00e7\u00e3o do essencial: o encarecimento e a mercantiliza\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e da energia el\u00e9trica, transformando direitos b\u00e1sicos em mercadorias inacess\u00edveis para quem ganha sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/li>\n<\/ul>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">O meio t\u00e9cnico-cient\u00edfico-informacional e a cidade-mercadoria<\/h4>\n<p>Milton Santos alertava que vivemos no meio t\u00e9cnico-cient\u00edfico-informacional. Isso significa que o territ\u00f3rio \u00e9 hoje altamente tecnificado para atender \u00e0s exig\u00eancias do capital global. O Estado, muitas vezes, atua como o gestor dessa infraestrutura para o mercado, negligenciando a fun\u00e7\u00e3o social da terra.<\/p>\n<p>Vemos hoje uma tens\u00e3o permanente: de um lado, o projeto de mercantiliza\u00e7\u00e3o da cidade, em que cada metro quadrado \u00e9 um ativo financeiro e cada servi\u00e7o p\u00fablico \u00e9 uma oportunidade de lucro para grandes empresas. De outro, a vis\u00e3o da cidade como equipamento p\u00fablico, voltada para a realiza\u00e7\u00e3o das necessidades humanas.<\/p>\n<p>Nessa disputa, o mercado imobili\u00e1rio (a constru\u00e7\u00e3o civil, os bancos e os fundos de investimento) dita o ritmo do crescimento urbano, enquanto o Estado, sob a l\u00f3gica neoliberal, beneficia o capital e penaliza o cidad\u00e3o comum. O resultado \u00e9 uma cidade que funciona perfeitamente para os neg\u00f3cios, mas \u00e9 hostil para a vida.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">A luta por direitos e a transforma\u00e7\u00e3o da cidade<\/h4>\n<p>Milton Santos, \u00e0s v\u00e9speras de sua partida em 2001, previu a complexidade e a acelera\u00e7\u00e3o dessa crise. Mas ele tamb\u00e9m nos deixou a chave para a sa\u00edda: a consci\u00eancia do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>A transforma\u00e7\u00e3o da cidade n\u00e3o vir\u00e1 de um planejamento tecnocr\u00e1tico \u201cde cima para baixo\u201d, mas da a\u00e7\u00e3o coletiva daqueles que sentem na pele a escassez. Os movimentos populares, como o Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD), s\u00e3o os sujeitos hist\u00f3ricos que compreendem que o espa\u00e7o urbano \u00e9 o palco da luta de classes.<\/p>\n<p>A cidade \u00e9 um acumulado de trabalho humano. Cada asfalto e cada poste foram constru\u00eddos com impostos e m\u00e3os trabalhadoras. Portanto, a cidade pertence a quem a constr\u00f3i e a habita. Reivindicar o direito aos servi\u00e7os p\u00fablicos de qualidade e o fim do genoc\u00eddio nas periferias \u00e9, portanto, reivindicar a pr\u00f3pria humanidade.<\/p>\n<p>Chegamos ao centen\u00e1rio de Milton Santos com um desafio herc\u00faleo. A cidade brasileira do s\u00e9culo 21 \u00e9 um campo de batalha entre a barb\u00e1rie privatista e a sobreviv\u00eancia popular. No entanto, como dizia o mestre, o mundo pode ser outro se o territ\u00f3rio for usado para a solidariedade em vez do lucro.<\/p>\n<p>Somente quando a infraestrutura urbana estiver a servi\u00e7o da vida, e n\u00e3o da reprodu\u00e7\u00e3o do capital, poderemos dizer que teremos alcan\u00e7ado a verdadeira cidadania. Milton Santos vive em cada passo dessa caminhada. Que sua teoria continue sendo nossa b\u00fassola, e sua coragem, o nosso combust\u00edvel.<\/p>\n<p>Para os movimentos e lutas urbanas, devemos ecoar nossas vozes em cada ocupa\u00e7\u00e3o, em cada comunidade, em cada assembleia e em cada barricada. A palavra de ordem \u00e9: lutar por direitos, transformar as cidades!<\/p>\n<p><strong>\u2013<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>*M\u00e1rcia Falc\u00e3o<\/em><\/strong><em> <\/em><em>\u00e9 ge\u00f3grafa, pesquisadora do Observat\u00f3rio das Metr\u00f3poles e militante do MTD no estado do Rio Grande do Sul.<\/em><\/p>\n<p><strong><em>**Pablo Bandeira<\/em><\/strong><em> <\/em><em>\u00e9 advogado, educador popular e militante do MTD no Distrito Federal.<\/em><\/p>\n<p><em>***Este \u00e9 um artigo de opini\u00e3o e n\u00e3o necessariamente representa a linha editorial do\u00a0<strong>Brasil do Fato<\/strong>.<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script src=\"https:\/\/connect.facebook.net\/pt_BR\/sdk.js\" id=\"facebook-embed-js\"><\/script><\/p>\n<div class=\"td-all-devices\"><a href=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/\"><\/a><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/colunista\/movimento-de-trabalhadoras-e-trabalhadores-por-direitos\/2026\/05\/03\/as-cidades-pela-otica-de-milton-santos\/\">Fonte Original <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2026, celebramos o centen\u00e1rio de nascimento de um dos maiores intelectuais brasileiros, reconhecido no mundo inteiro: Milton Santos. 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