{"id":16240,"date":"2026-03-09T01:24:13","date_gmt":"2026-03-09T01:24:13","guid":{"rendered":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/03\/09\/ate-quando-mulheres-dizem-basta-aos-feminicidios-no-8-de-marco-em-porto-alegre\/"},"modified":"2026-03-09T01:24:15","modified_gmt":"2026-03-09T01:24:15","slug":"ate-quando-mulheres-dizem-basta-aos-feminicidios-no-8-de-marco-em-porto-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/03\/09\/ate-quando-mulheres-dizem-basta-aos-feminicidios-no-8-de-marco-em-porto-alegre\/","title":{"rendered":"\u2018At\u00e9 quando?\u2019: mulheres dizem basta aos feminic\u00eddios no 8 de Mar\u00e7o em Porto Alegre"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div xmlns:default=\"https:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\">\n<p>Milhares de mulheres de v\u00e1rias idades, al\u00e9m de homens, ocuparam as ruas de Porto Alegre neste domingo (8) para marcar o Dia Internacional da Mulher com um ato que reuniu celebra\u00e7\u00e3o e reivindica\u00e7\u00e3o por direitos. Com faixas e cartazes, as manifestantes denunciaram a viol\u00eancia de g\u00eanero, cobraram a\u00e7\u00f5es pelo fim do feminic\u00eddio, criticaram a precariza\u00e7\u00e3o do trabalho e defenderam pautas como soberania, dignidade menstrual, fim da escala 6\u00d71 e das guerras do imperialismo.<\/p>\n<p>A mobiliza\u00e7\u00e3o foi uma das maiores dos \u00faltimos tempos na cidade. Contou com apresenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e rodas de dan\u00e7a. Durante o ato, participantes destacaram o impacto coletivo da viol\u00eancia contra as mulheres. \u201cTodas n\u00f3s morremos um pouco tamb\u00e9m. At\u00e9 quando vamos ter que noticiar esses horrores para que essa tortura acabe?\u201d, questionaram manifestantes.<\/p>\n<p>O ato na capital ga\u00facha teve a participa\u00e7\u00e3o de movimentos feministas, sociais e sindicais, parlamentares e pessoas sem liga\u00e7\u00e3o a entidades. Entre as reivindica\u00e7\u00f5es estiveram tamb\u00e9m o fortalecimento da rede de prote\u00e7\u00e3o e a amplia\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas para as mulheres no estado. Assim como a den\u00fancia das guerras e conflitos internacionais envolvendo Estados Unidos, Israel, Palestina e Ir\u00e3.<\/p>\n<p>\u201cEssa data carrega toda uma hist\u00f3ria atr\u00e1s, carrega a hist\u00f3ria do movimento socialista, das mulheres que no in\u00edcio dos anos 1900 realizaram grandes marchas mundiais, internacionais, denunciando que sob o regime capitalista n\u00e3o existe sa\u00edda para as mulheres. E hoje, com o neoliberalismo de guerra em crise no mundo, vemos o quanto as mulheres est\u00e3o sendo massacradas. Lutar por uma sociedade onde n\u00e3o haja desigualdade econ\u00f4mica, social e pol\u00edtica \u00e9 o caminho. Estamos juntas at\u00e9 a vit\u00f3ria\u201d, pontuou a jornalista e integrante do Levante Feminista contra o Feminic\u00eddio T\u00e9lia Negr\u00e3o.<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DVoMPPSkVO5\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\"\/>\n<p>Para a deputada federal e presidenta da Comiss\u00e3o Externa do Congresso Nacional sobre os feminic\u00eddios ocorridos no Rio Grande do Sul, Fernanda Melchionna (Psol\/RS), a marcha \u00e9 fundamental frente ao machismo e \u00e0 misoginia, ao crescimento do discurso de \u00f3dio e ao recrudescimento e brutalidade do feminic\u00eddio no RS e em todo o Brasil. \u201cVamos precisar de muita luta para parar de enxugar gelo. Precisamos dar um basta no feminic\u00eddio.\u201d<\/p>\n<p>Na mesma linha, a deputada federal Maria do Ros\u00e1rio (PT\/RS), relatora da Comiss\u00e3o Externa sobre os feminic\u00eddios, destacou a import\u00e2ncia da marcha diante do cen\u00e1rio de fascismo no pa\u00eds e do \u00f3dio contra as mulheres, sobretudo na internet. \u201cIsso aqui \u00e9 o povo se manifestando por direito e dignidade.\u201d<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma luta importante para as mulheres organizadas, para exigir justi\u00e7a e denunciar a viol\u00eancia\u201d, complementou a deputada federal Daiana Santos (PCdoB\/RS), tamb\u00e9m integrante da comiss\u00e3o.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">De janeiro at\u00e9 o momento foram registrados 20 feminic\u00eddios no RS |\u00a0Cr\u00e9dito: Jorge Le\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pela vida das mulheres<\/h2>\n<p>As den\u00fancias de feminic\u00eddio e viol\u00eancia contra as mulheres estiveram entre as principais pautas do protesto. O Brasil registrou 1.568 feminic\u00eddios em 2025, segundo a nota t\u00e9cnica Retrato dos Feminic\u00eddios no Brasil, divulgada pelo F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica. Desde a tipifica\u00e7\u00e3o do crime, em 2015, mais de 13,7 mil mulheres foram assassinadas em raz\u00e3o do g\u00eanero no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos cinco anos, o crescimento acumulado dos casos foi de 14,5%. Entre 2021 e 2024, mulheres negras representaram 62,6% das v\u00edtimas de feminic\u00eddio, enquanto mulheres brancas corresponderam a 36,8% dos casos. Metade das v\u00edtimas tinha entre 30 e 49 anos.<\/p>\n<p>Entre 2021 e 2025, o Rio Grande do Sul concentrou o maior n\u00famero de feminic\u00eddios da regi\u00e3o Sul, com 444 registros, o equivalente a 38,8% das mortes. No mesmo per\u00edodo, foram contabilizados 429 casos no Paran\u00e1 e 272 em Santa Catarina. Tanto em n\u00edvel estadual quanto nacional, a maioria dos feminic\u00eddios foi cometida por companheiros ou ex-companheiros.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" data-dominant-color=\"857771\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #857771;\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-15.06.14-1024x682.webp\" alt=\"Ato reuniu milhares de pessoas em Porto Alegre\" class=\"wp-image-936478 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-15.06.14-1024x682.webp 1024w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-15.06.14-300x200.webp 300w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-15.06.14-768x511.webp 768w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-15.06.14.webp 1451w\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ato reuniu milhares de pessoas em Porto Alegre <span class=\"credit-separator\">|<\/span> <span class=\"image-credit\">Cr\u00e9dito: Jorge Le\u00e3o<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Dados estaduais indicam que, em 2025, o Rio Grande do Sul registrou 80 mulheres assassinadas, al\u00e9m de 264 tentativas de feminic\u00eddio e mais de 52 mil ocorr\u00eancias enquadradas na Lei Maria da Penha. Desde o in\u00edcio de 2026, foram registrados 20 casos de feminic\u00eddio no estado.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso acordar para essa situa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 se transformando em uma situa\u00e7\u00e3o inaceit\u00e1vel. Se o homem tiver um pingo de moral, tem que se unir, estar junto nessa luta porque a barb\u00e1rie se instaurou contra as mulheres\u201d, destacou o diretor de teatro Roberto Oliveira, que lembrou a situa\u00e7\u00e3o da casa de acolhimento Mirabal e o desmantelamento de pol\u00edticas p\u00fablicas referentes \u00e0s mulheres.<\/p>\n<p>De acordo com levantamento do Mapa do Feminic\u00eddio da Pol\u00edcia Civil do RS, 78,8% dos feminic\u00eddios ocorreram dentro de casa e 21,3% em via p\u00fablica. O relat\u00f3rio indica ainda que 89,9% dos crimes aconteceram no contexto de rela\u00e7\u00f5es \u00edntimas. A distribui\u00e7\u00e3o por v\u00ednculo mostra que 67,5% dos autores eram companheiros, 20% ex-companheiros e 3,8% filhos; os demais se enquadram em outros v\u00ednculos.<\/p>\n<p>Para a militante do Movimento dos Trabalhadores por Direito (MTD), Lourdes Santin, a luta pela vida das mulheres \u00e9 extremamente importante e precisa do engajamento dos homens. \u201cPrecisamos parar de matar as mulheres, n\u00f3s nos queremos vivas, com direitos.\u201d<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio, pontuou o professor da rede municipal de Educa\u00e7\u00e3o de Porto Alegre Marco Mello, a escola se torna um espa\u00e7o fundamental. \u201cSobretudo nesse momento em que o avan\u00e7o do neofascismo em n\u00edvel planet\u00e1rio coloca esse desafio, a escola como local de socializa\u00e7\u00e3o, humaniza\u00e7\u00e3o, uma educa\u00e7\u00e3o sobre igualdade de g\u00eanero que desconstrua o estere\u00f3tipo, que problematize esse machismo que ainda est\u00e1 enraizado.\u201d<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m presente ao ato, a professora Esther Pillar Grossi, 89 anos, frisou que o feminic\u00eddio precisa ser objeto de pesquisa muito s\u00e9ria, exemplificando a defini\u00e7\u00e3o da palavra paix\u00e3o e sua rela\u00e7\u00e3o com a viol\u00eancia. \u201cPara resolver isso tem que entrar na escola, na fam\u00edlia, precisa muita pesquisa.\u201d Ela tamb\u00e9m chamou aten\u00e7\u00e3o para fatores econ\u00f4micos.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"95756d\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #95756d;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.09.16-1024x683.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-936437 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.09.16-1024x683.webp 1024w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.09.16-300x200.webp 300w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.09.16-768x512.webp 768w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.09.16.webp 1405w\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Entre 2021 e 2025, o Rio Grande do Sul concentrou o maior n\u00famero de feminic\u00eddios da regi\u00e3o Sul, com 444 registros, o equivalente a 38,8% das mortes |\u00a0Cr\u00e9dito: Jorge Le\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Viol\u00eancia tamb\u00e9m atinge o mundo do trabalho<\/h2>\n<p>Segundo boletim especial do Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese), divulgado em 2026, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade registrou 1.159 casos de acidentes de trabalho por agress\u00e3o f\u00edsica contra mulheres em 2024, o que representa, em m\u00e9dia, uma mulher agredida a cada oito horas durante o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Minist\u00e9rio das Mulheres contabilizou, por meio do canal 180, 155.111 den\u00fancias de viol\u00eancia contra mulheres em 2025. Desse total, 2.403 ocorreram no ambiente laboral. Entre os registros, 479 apontaram o patr\u00e3o ou algu\u00e9m em cargo de chefia como agressor, enquanto 414 indicaram colegas de trabalho.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desigualdade de g\u00eanero persiste no mercado de trabalho<\/h2>\n<p>De acordo com o Dieese, apesar da melhora recente nos indicadores de emprego no Brasil, as desigualdades entre homens e mulheres permanecem no mercado de trabalho. Utilizando dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o levantamento aponta diferen\u00e7as nas taxas de ocupa\u00e7\u00e3o, na informalidade e tamb\u00e9m nos rendimentos.<\/p>\n<p>Entre o quarto trimestre de 2022 e o quarto trimestre de 2025, o pa\u00eds registrou aumento do n\u00famero de pessoas ocupadas e redu\u00e7\u00e3o da desocupa\u00e7\u00e3o. No caso das mulheres, o total de ocupadas passou de 42,1 milh\u00f5es para 44,9 milh\u00f5es no per\u00edodo, crescimento de 6,6%. A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o feminina caiu de 9,8% para 6,2%. Mesmo assim, o \u00edndice permanece acima do registrado entre os homens, que foi de 4,2% em 2025. Entre mulheres negras, a taxa chegou a 7,5%, enquanto entre mulheres n\u00e3o negras ficou em 4,7%.<\/p>\n<p>Outro dado destacado pelo levantamento \u00e9 o n\u00famero de mulheres fora da for\u00e7a de trabalho. Em 2025, eram 42,7 milh\u00f5es, cerca de 47,2% da popula\u00e7\u00e3o feminina em idade ativa. Entre elas, 30,5% afirmaram n\u00e3o procurar emprego devido aos afazeres dom\u00e9sticos e ao cuidado com familiares.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"847176\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #847176;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.12.16-1-1024x683.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-936439 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.12.16-1-1024x683.webp 1024w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.12.16-1-300x200.webp 300w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.12.16-1-768x512.webp 768w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.12.16-1-1536x1024.webp 1536w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.12.16-1.webp 1600w\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"> O Brasil registrou 1.568 feminic\u00eddios em 2025 |\u00a0Cr\u00e9dito: Rafa Dotti<\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Informalidade e renda<\/h2>\n<p>A informalidade tamb\u00e9m permanece elevada entre as trabalhadoras. Em 2025, 35,5% das mulheres ocupadas estavam em trabalhos informais. Entre mulheres negras, a taxa chegou a 39,9%.<\/p>\n<p>As diferen\u00e7as tamb\u00e9m aparecem nos rendimentos. O sal\u00e1rio m\u00e9dio das mulheres foi de R$ 3.042 em 2025, enquanto o dos homens chegou a R$ 3.864, cerca de 21% maior.<\/p>\n<p>Entre profissionais com ensino superior, a desigualdade \u00e9 ainda mais expressiva: homens receberam, em m\u00e9dia, R$ 8.357, enquanto mulheres com a mesma escolaridade tiveram rendimento m\u00e9dio de R$ 5.409.<\/p>\n<p>As mulheres tamb\u00e9m est\u00e3o mais concentradas nas faixas de renda mais baixas. Em 2025, 38% das trabalhadoras recebiam at\u00e9 um sal\u00e1rio m\u00ednimo, enquanto entre os homens esse percentual era de 28%.<\/p>\n<p>\u201cEstamos aqui pelo fim da viol\u00eancia, pelo fim da escala 6\u00d71, mas tamb\u00e9m por mais trabalho, dignidade, renda para as mulheres camponesas. E a gente sabe que se nos meios urbanos as estat\u00edsticas sobre a viol\u00eancia s\u00e3o assustadoras, muitas vezes, no campo esses dados nem aparecem\u201d, destacou a suplente do senador Paulo Paim e dirigente sindical da Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (Fetraf-RS\/CUT), Cleonice Back.<\/p>\n<p>Para a dirigente, \u00e9 preciso trabalhar o empoderamento das mulheres, forma\u00e7\u00e3o e gera\u00e7\u00e3o de renda, porque infelizmente muitas mulheres no campo n\u00e3o t\u00eam autonomia financeira. \u201cEstamos juntas, mulheres do campo e da cidade, pelo fim da viol\u00eancia, por mais dignidade, por mais trabalho, renda e autonomia financeira.\u201d<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"847f8f\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #847f8f;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.12.16-3-1024x683.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-936441 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.12.16-3-1024x683.webp 1024w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.12.16-3-300x200.webp 300w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.12.16-3-768x512.webp 768w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.12.16-3-1536x1024.webp 1536w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.12.16-3.webp 1600w\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Durante o ato as manifestantes refor\u00e7aram a necessidade de fortalecimento de politicas p\u00fablicas |\u00a0Cr\u00e9dito: Rafa Dotti<\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u201cNos queremos vivas\u201d<\/h2>\n<p>Ap\u00f3s a concentra\u00e7\u00e3o, as manifestantes sa\u00edram em caminhada pelas ruas de Porto Alegre. Durante o trajeto, trabalhadoras da cultura carregaram sapatos em alus\u00e3o \u00e0s v\u00edtimas de feminic\u00eddio e realizaram uma interven\u00e7\u00e3o cobertas de tinta vermelha para simbolizar o sangue das mulheres perdidas. Foram nominadas as 20 mulheres v\u00edtimas de feminic\u00eddio registradas desde o in\u00edcio do ano no estado.<\/p>\n<p>Pela primeira vez no ato, Patr\u00edcia Farias disse que decidiu participar diante da gravidade da situa\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 assustador\u201d, afirmou. Tamb\u00e9m em sua primeira participa\u00e7\u00e3o em atos de rua, a integrante do gr\u00eamio estudantil de escola de Sapucaia do Sul, Isadora contou que foi \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o pela luta feminista e contra a viol\u00eancia contra as mulheres. \u201cVim pela luta, pelo feminismo, contra a viol\u00eancia contra a mulher, o abuso, o ass\u00e9dio\u201d, disse.<\/p>\n<p>Nicole, tamb\u00e9m integrante do gr\u00eamio estudantil, destacou a import\u00e2ncia da mobiliza\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 importante estar nas ruas para lutar pelas nossas vidas, pelas vidas das nossas amigas, nossas m\u00e3es, tias\u201d, completou.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"a9959a\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #a9959a;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.12.16-2-1024x683.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-936442 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.12.16-2-1024x683.webp 1024w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.12.16-2-300x200.webp 300w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.12.16-2-768x512.webp 768w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.12.16-2-1536x1024.webp 1536w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.12.16-2.webp 1600w\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">De acordo com levantamento do Mapa do Feminic\u00eddio da Pol\u00edcia Civil do RS, 78,8% dos feminic\u00eddios ocorreram dentro de casa e 21,3% em via p\u00fablica |\u00a0Cr\u00e9dito: Rafa Dotti<\/figcaption><\/figure>\n<p>A conselheira tutelar Vit\u00f3ria Santana chamou aten\u00e7\u00e3o para os impactos do feminic\u00eddio nas fam\u00edlias, especialmente nas crian\u00e7as que ficam. \u201cA viol\u00eancia contra as mulheres atinge as fam\u00edlias, principalmente as crian\u00e7as. Por isso \u00e9 muito importante lutarmos pela vida das mulheres e por mais pol\u00edticas p\u00fablicas tamb\u00e9m para as crian\u00e7as que ficam\u201d, afirmou. Em 2025, os feminic\u00eddios deixaram 116 \u00f3rf\u00e3os no estado.<\/p>\n<p>O ato tamb\u00e9m incluiu a escrita dos nomes das mulheres assassinadas no asfalto, em um gesto de mem\u00f3ria e den\u00fancia da viol\u00eancia de g\u00eanero. Al\u00e9m das interven\u00e7\u00f5es culturais, a atividade contou com uma feira de economia solid\u00e1ria. A mobiliza\u00e7\u00e3o foi organizada por mais de 70 entidades, entre movimentos feministas e sindicais.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pelo fim das desigualdades<\/h2>\n<p>A presidente da Uni\u00e3o Brasileira das Mulheres (UBM), Salete Souza, ressaltou o cansa\u00e7o diante da viol\u00eancia e das desigualdades enfrentadas pelas mulheres. \u201cEstamos exaustas por conta da viol\u00eancia, das cobran\u00e7as que a sociedade faz sobre as mulheres, estamos exaustas de ter que sobreviver. Queremos dignidade. Somos a maioria, n\u00f3s geramos, mexemos a economia. N\u00e3o \u00e9 certo receber menos que os homens.\u201d<\/p>\n<p>Representando o Movimento das Mulheres Camponesas (MMC), Larissa destacou a participa\u00e7\u00e3o de mulheres do Litoral Norte no ato e as pautas defendidas pelo movimento. \u201cViemos com uma van e estamos aqui fortalecendo a luta contra a viol\u00eancia e tamb\u00e9m para trazer nossas bandeiras contra os transg\u00eanicos, pela reforma agr\u00e1ria, pela soberania alimentar e pelas sementes crioulas\u201d, disse.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"928790\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #928790;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.24.18-2-1024x683.webp\" alt=\"&quot;Trabalhamos muito mais que a jornada 6x1. Precisamos ser valorizadas&quot;, afirma a presidenta do Cpers, Rosane Zan\" class=\"wp-image-936475 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.24.18-2-1024x683.webp 1024w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.24.18-2-300x200.webp 300w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.24.18-2-768x512.webp 768w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.24.18-2.webp 1382w\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u201cTrabalhamos muito mais que a jornada 6\u00d71. Precisamos ser valorizadas\u201d, afirma a presidenta do Cpers, Rosane Zan <span class=\"credit-separator\">|<\/span> <span class=\"image-credit\">Cr\u00e9dito: Jorge Le\u00e3o<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>A presidenta do Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul \u2013 Sindicato dos Trabalhadores em Educa\u00e7\u00e3o (Cpers Sindicato), Rosane Zan, destacou que a maioria da categoria \u00e9 formada por mulheres, o que refor\u00e7a a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas a elas. \u201cIsso mostra como precisamos lutar por pol\u00edticas para as mulheres\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Para ela, os n\u00fameros de mortes de mulheres registrados at\u00e9 o momento indicam a urg\u00eancia de medidas de prote\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00f3s, mulheres, principalmente educadoras, temos uma carga hor\u00e1ria m\u00e1xima, precisamos de valoriza\u00e7\u00e3o salarial. Trabalhamos muito mais que a jornada 6\u00d71. Precisamos ser valorizadas. Parem de nos matar. Precisamos de direitos\u201d, declarou.<\/p>\n<p>A integrante da coordena\u00e7\u00e3o nacional do Levante Popular da Juventude, Juliana Bergmann, avaliou que a mobiliza\u00e7\u00e3o teve grande import\u00e2ncia diante do aumento da viol\u00eancia contra as mulheres e do cen\u00e1rio pol\u00edtico nacional e internacional. \u201cQuando as mulheres marcham, o recado \u00e9 claro: queremos seguir livres, para que nossos corpos n\u00e3o sejam mais violentados. Precisamos enfrentar o patriarcado e os discursos mis\u00f3ginos que hoje tamb\u00e9m avan\u00e7am nas redes, como o discurso <em>redpill<\/em>.\u201d<\/p>\n<p>Para ela, o enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia exige o fortalecimento de pol\u00edticas p\u00fablicas e mecanismos de prote\u00e7\u00e3o. \u201cPrecisamos garantir que as mulheres estejam seguras em casa, no trabalho, nas ruas e tamb\u00e9m nas redes sociais. Isso passa por ampliar os espa\u00e7os de den\u00fancia e garantir que a justi\u00e7a seja feita.\u201d<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria da Mulher Trabalhadora da Central \u00danica dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul (CUT-RS) e secret\u00e1ria-geral do Cpers Sindicato, Suzana Cec\u00edlia Lauermann, destacou a dimens\u00e3o da mobiliza\u00e7\u00e3o. \u201cNossa rea\u00e7\u00e3o \u00e9 do tamanho da agress\u00e3o que estamos assistindo contra as mulheres. Essa presen\u00e7a massiva mostra o quanto a nossa luta \u00e9 importante e o quanto ela toca a vida das pessoas. Da rua a gente n\u00e3o se retira enquanto isso continuar\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Segundo ela, a mobiliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m integra a campanha da CUT-RS. \u201cVamos seguir lutando em defesa da vida das mulheres, sem pestanejar\u201d, disse, referindo-se \u00e0 campanha \u201cAs mulheres na luta t\u00eam pressa porque nossa vida n\u00e3o tem hora extra\u201d.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u201cFicamos sem voz para poesia\u201d<\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"a89b99\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #a89b99;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.12.16-1024x683.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-936443 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.12.16-1024x683.webp 1024w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.12.16-300x200.webp 300w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.12.16-768x512.webp 768w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.12.16-1536x1024.webp 1536w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-16.12.16.webp 1600w\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u201cN\u00f3s, mulheres, estamos na rua, mas precisamos que os homens percebam que somos assassinadas todos os dias por homens\u201d, destacou T\u00e2nia Farias |\u00a0Cr\u00e9dito: Rafa Dotti<\/figcaption><\/figure>\n<p>A atuadora T\u00e2nia Farias, integrante do grupo \u00d3i N\u00f3is Aqui Traveiz e organizadora da interven\u00e7\u00e3o art\u00edstica em mem\u00f3ria das mulheres v\u00edtimas de feminic\u00eddio, explicou o significado da performance apresentada durante o ato. \u201cA gente faz teatro, sabemos que a arte produz bens simb\u00f3licos. Queremos fazer poesia na cena, mas chega um momento que n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel fazer poesia.\u201d<\/p>\n<p>Segundo Farias, a viol\u00eancia cotidiana contra as mulheres motivou a interven\u00e7\u00e3o. \u201cTodos os dias temos muitas camaradas que foram violadas. A cada seis minutos uma mulher \u00e9 estuprada, a cada quatro dias uma de n\u00f3s \u00e9 assassinada. Ficamos sem voz para poesia. Ent\u00e3o resolvemos botar o sangue na rua, no sapato, e trazer isso para a marcha do 8M\u201d, disse.<\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DVoySPukdSN\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\"\/>\n<p>Para a atuadora, a sociedade ainda se recusa a enfrentar o problema estrutural da viol\u00eancia de g\u00eanero. \u201c\u00c9 muito horr\u00edvel pensar que o limite n\u00e3o chega nunca. Cada vez somos mais eliminadas e de forma mais cruel. N\u00e3o podemos dizer que n\u00e3o vivemos em uma sociedade machista e mis\u00f3gina. Cada mulher que morre, n\u00f3s morremos um pouquinho\u201d, declarou.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m cobrou responsabilidade coletiva diante da viol\u00eancia. \u201cMais uma vez, no 8 de Mar\u00e7o, temos que falar de feminic\u00eddio. Oxal\u00e1 a gente conquiste pol\u00edticas p\u00fablicas efetivas e contundentes para que um homem pense duas vezes antes de nos eliminar. N\u00f3s, mulheres, estamos na rua, mas precisamos que os homens percebam que somos assassinadas todos os dias por homens. Basta de homens dizerem que n\u00e3o conhecem abusadores, assassinos e violentos\u201d, concluiu.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Atos no interior do RS<\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-dominant-color=\"8c8785\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #8c8785;\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" src=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-08.20.03-1024x683.webp\" alt=\"Ato em Passo Fundo\" class=\"wp-image-936484 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-08.20.03-1024x683.webp 1024w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-08.20.03-300x200.webp 300w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-08.20.03-768x512.webp 768w, https:\/\/www.brasildefato.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/WhatsApp-Image-2026-03-08-at-08.20.03.webp 1280w\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ato em Passo Fundo <span class=\"credit-separator\">|<\/span> <span class=\"image-credit\">Cr\u00e9dito: Diogo Zanatta<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Na tarde de s\u00e1bado (7), cerca de 500 pessoas participaram de um ato em Passo Fundo para marcar o Dia Internacional da Mulher. A mobiliza\u00e7\u00e3o teve como pauta central o enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia contra a mulher, tema que se imp\u00f5e com urg\u00eancia diante da escalada da viol\u00eancia de g\u00eanero no Rio Grande do Sul e tamb\u00e9m no munic\u00edpio.<\/p>\n<p>Embora Passo Fundo n\u00e3o tenha registrado feminic\u00eddios consumados em 2026 at\u00e9 o momento, os dados dos dois primeiros meses do ano j\u00e1 acendem um alerta: entre janeiro e fevereiro, foram contabilizados um caso de tentativa de feminic\u00eddio, sete estupros, 42 les\u00f5es corporais e 70 amea\u00e7as contra mulheres no munic\u00edpio. <\/p>\n<p>Al\u00e9m das marchas em Porto Alegre e em Passo Fundo, atos e atividades marcaram a data em munic\u00edpios ga\u00fachos como S\u00e3o Leopoldo, Pelotas, Santa Maria, Caxias do Sul e Rio Grande, reunindo movimentos feministas, sindicatos e organiza\u00e7\u00f5es sociais em defesa da vida das mulheres e contra a viol\u00eancia de g\u00eanero.<\/p>\n<p><strong>Confira a transmiss\u00e3o ao vivo da marcha em Porto Alegre<\/strong><\/p>\n<blockquote class=\"instagram-media\" data-instgrm-permalink=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DVoMPPSkVO5\/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading\" data-instgrm-version=\"14\" style=\" background:#FFF; border:0; border-radius:3px; box-shadow:0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width:540px; min-width:326px; padding:0; width:99.375%; width:-webkit-calc(100% - 2px); width:calc(100% - 2px);\"\/><\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><\/p>\n<div class=\"td-all-devices\"><a href=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Google search engine\" src=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/anuncio_728x109px.jpg\" width=\"728\" height=\"90\"\/><\/a><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2026\/03\/08\/ate-quando-mulheres-dizem-basta-aos-feminicidios-no-8-de-marco-em-porto-alegre\/\">Fonte Original <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Milhares de mulheres de v\u00e1rias idades, al\u00e9m de homens, ocuparam as ruas de Porto Alegre neste domingo (8) para marcar o Dia Internacional da Mulher com um ato que reuniu celebra\u00e7\u00e3o e reivindica\u00e7\u00e3o por direitos. 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