{"id":14945,"date":"2026-01-26T21:24:08","date_gmt":"2026-01-26T21:24:08","guid":{"rendered":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/01\/26\/jornalista-narra-angustia-e-dilemas-eticos-na-cobertura-do-caso-et-de-varginha\/"},"modified":"2026-01-26T21:24:14","modified_gmt":"2026-01-26T21:24:14","slug":"jornalista-narra-angustia-e-dilemas-eticos-na-cobertura-do-caso-et-de-varginha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/01\/26\/jornalista-narra-angustia-e-dilemas-eticos-na-cobertura-do-caso-et-de-varginha\/","title":{"rendered":"Jornalista narra ang\u00fastia e dilemas \u00e9ticos na cobertura do caso \u2018ET de Varginha\u2019"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>No dia 20 de janeiro de 1996, uma tempestade fora do comum caiu sobre Varginha (MG). Moradores relatam uma chuva violenta, em que o \u201cc\u00e9u roncava\u201d. Foi nesse cen\u00e1rio que o policial militar Marco Eli Chereze teria participado da captura de uma criatura descrita de forma semelhante \u00e0quela avistada, horas antes, por K\u00e1tia, Valqu\u00edria e Liliane em um lote da cidade.\u00a0<\/p>\n<p>A morte de Chereze, dias depois, tornou-se um dos pontos mais sens\u00edveis e controversos do chamado Caso Varginha, epis\u00f3dio que projetou o munic\u00edpio mineiro para o centro do debate ufol\u00f3gico mundial e que, tr\u00eas d\u00e9cadas depois, segue cercado por sil\u00eancios oficiais, contradi\u00e7\u00f5es e disputas de narrativa.<\/p>\n<p>\u00c9 a partir desse terreno inst\u00e1vel que o livro <em>Os ETs de Varginha \u2013 Os bastidores de uma cobertura de outro mundo<\/em>, da jornalista Margarida Hallacoc, revisita os acontecimentos sob o olhar de quem esteve no centro da cobertura jornal\u00edstica em 1996. \u00c0 \u00e9poca rep\u00f3rter da sucursal do <em>Hoje em Dia<\/em> no Sul de Minas, Hallacoc precisou conciliar a rotina exaustiva de uma rep\u00f3rter regional com a apura\u00e7\u00e3o de um dos epis\u00f3dios mais desconcertantes da hist\u00f3ria recente do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Sem a pretens\u00e3o de convencer o leitor sobre a exist\u00eancia de vida extraterrestre, a obra aposta na mem\u00f3ria, no m\u00e9todo jornal\u00edstico e na an\u00e1lise do contexto pol\u00edtico, militar e midi\u00e1tico que envolveu o caso. O resultado \u00e9 um texto de leitura fluida e magn\u00e9tica, que intercala bastidores, press\u00f5es e relatos regionais com pausas divertidas e momentos quase hipnotizantes, conduzindo o leitor pela curiosidade e pelo desejo constante de seguir adiante.<\/p>\n<p>Reconhecido por pesquisadores e uf\u00f3logos, o livro chama aten\u00e7\u00e3o para um aspecto frequentemente ignorado: segundo relatos de testemunhas civis, militares e pesquisadores, o epis\u00f3dio n\u00e3o teria envolvido apenas um ser, mas v\u00e1rios. 30 anos depois, novos depoimentos e produ\u00e7\u00f5es audiovisuais voltam a reacender o debate.<\/p>\n<p>Ao <strong>Brasil de Fato MG<\/strong>, Margarida Hallacoc revisita os bastidores da cobertura, analisa os impactos do caso em Varginha e reflete sobre o direito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e os limites do jornalismo diante de temas considerados inc\u00f4modos.<\/p>\n<p>\u201cNo livro eu conto os bastidores de uma cobertura de uma jornalista angustiada. Eu corro por fora da necessidade de comprovar o que quer que seja, afinal, n\u00e3o sou uf\u00f3loga\u201d, destaca a autora.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Confira a entrevista completa:<\/strong><\/p>\n<p><strong>Brasil de Fato MG \u2013 Quem era a Margarida Hallacoc de 1996? Que tipo de jornalismo voc\u00ea exercia naquele momento e como era sua rotina quando o caso de Varginha ganhou proje\u00e7\u00e3o nacional e internacional?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Margarida Hallacoc \u2013<\/strong> Em 1996, eu era uma rep\u00f3rter muito jovem e sem experi\u00eancia, mas extremamente empenhada em fazer o meu melhor. Quando vim para a sucursal do jornal <em>Hoje em Dia<\/em>, trouxe comigo essa determina\u00e7\u00e3o, embora ainda estivesse aprendendo os detalhes da profiss\u00e3o em uma \u00e9poca em que o trabalho exigia presen\u00e7a f\u00edsica constante, sem o aux\u00edlio de internet ou celulares.<\/p>\n<p>Pass\u00e1vamos muito tempo nas estradas, o que me permitiu conhecer profundamente a regi\u00e3o em um raio de 200 km ao redor de Varginha. Nesse contexto de idas e vindas constantes, comecei a ouvir relatos sobre o aparecimento e o avistamento de luzes misteriosas. Naquela \u00e9poca, eu era uma rep\u00f3rter bastante c\u00e9tica e encarava essas hist\u00f3rias como meros boatos ou confus\u00f5es das pessoas, que muitas vezes associavam tais fen\u00f4menos a assombra\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/p>\n<p>Esses avistamentos de luzes e fen\u00f4menos estranhos ocorreram cerca de um ano antes do que viria a ser conhecido como o Caso Varginha. Embora eu ouvisse essas hist\u00f3rias com desconfian\u00e7a, elas faziam parte do cen\u00e1rio que eu percorria diariamente.\u00a0<\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, eu colhi muitos relatos e realizei diversos trabalhos nesse sentido, tratando tudo com naturalidade, como meras narrativas. Eu vinha da escola de jornalismo dos anos 90, pautada por diretrizes como as do <em>Manual da Folha<\/em>, onde apurar uma not\u00edcia significava, essencialmente, ouvir os dois lados e explicar os fatos. Para mim, essa era a regra de ouro, at\u00e9 que o Caso Varginha aconteceu e me trouxe uma dose necess\u00e1ria de humildade profissional.<\/p>\n<p>O maior aprendizado que tive com esse epis\u00f3dio foi perceber que nem sempre \u00e9 poss\u00edvel ter acesso aos dois lados de uma hist\u00f3ria, mas isso n\u00e3o faz com que ela deixe de ser not\u00edcia. O Caso Varginha me ensinou que, se um fen\u00f4meno est\u00e1 na boca de todos e mobilizando a opini\u00e3o p\u00fablica, o rep\u00f3rter tem o dever de cobri-lo e relatar o que est\u00e1 acontecendo. Essa experi\u00eancia mudou minha percep\u00e7\u00e3o sobre o fazer jornal\u00edstico, mostrando que a realidade nem sempre se encaixa perfeitamente nos manuais.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Liliane, Valqu\u00edria e K\u00e1tia , tornaram-se os rostos mais conhecidos do Caso Varginha ap\u00f3s afirmarem ter avistado uma das criaturas e concederem diversos relatos p\u00fablicos sobre o epis\u00f3dio.\u00a0<br \/>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Memorial do ET<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>No livro, voc\u00ea relata que n\u00e3o tinha envolvimento com a ufologia antes do epis\u00f3dio. O contato direto com as fontes, testemunhas e institui\u00e7\u00f5es alterou sua forma de enxergar o tema? Em que momento o caso deixou de ser apenas mais uma pauta?<\/strong><\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, a ufologia era um conceito totalmente estranho para mim. Meu foco profissional estava voltado para economia, cultura e o cotidiano das cidades. Mesmo j\u00e1 tendo passado pelo jornal <em>Estado de Minas<\/em> e estando no <em>Hoje em Dia<\/em>, eu me sentia muito \u201ccrua\u201d quando o Caso Varginha estourou.\u00a0<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>As autoridades tentaram nos convencer de que n\u00e3o eram extraterrestres no hospital, mas sim um casal de an\u00f5es gr\u00e1vidos<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>No livro, eu conto os bastidores de uma cobertura de uma jornalista angustiada. Eu corro por fora da necessidade de comprovar o que quer que seja, afinal, n\u00e3o sou uf\u00f3loga. No entanto, logo me vi em uma profunda crise de consci\u00eancia. A sucursal recebia dezenas de liga\u00e7\u00f5es di\u00e1rias de leitores que usavam o telefone fixo para sugerir pautas, criticar ou elogiar, e o volume de relatos sobre luzes e avistamentos \u201ccabulosos\u201d come\u00e7ou a me assustar.<\/p>\n<p>Eu temia estar alimentando uma histeria coletiva ou falhando com o meu compromisso de fidelidade ao leitor. Era um conflito \u00e9tico intenso: de um lado, o medo de ser irrespons\u00e1vel profissionalmente; de outro, a press\u00e3o avassaladora da concorr\u00eancia.\u00a0<\/p>\n<p>Com cerca de 50 rep\u00f3rteres na cidade, todos buscavam seu \u201clugar ao sol\u201d. Lembro-me bem das tentativas de entrevistar o m\u00e9dico \u00cdtalo Venturelli; n\u00f3s o cerc\u00e1vamos, pois sab\u00edamos que ele detinha informa\u00e7\u00f5es, mas ele se mantinha em sil\u00eancio. Eu sa\u00eda da sala de imprensa angustiada, vendo outros rep\u00f3rteres entrarem logo em seguida. O medo de que ele confiasse neles e n\u00e3o em mim me tirava o sono; eu chegava a sonhar que estava em uma banca de jornal e via o concorrente com a manchete e a foto da criatura enquanto eu \u201cdormia no ponto\u201d.<\/p>\n<p>As coletivas de imprensa eram momentos em que volt\u00e1vamos rindo, incr\u00e9dulos com as explica\u00e7\u00f5es oficiais dos militares. Em certa ocasi\u00e3o, as autoridades tentaram nos convencer de que n\u00e3o eram extraterrestres no hospital, mas sim um casal de an\u00f5es gr\u00e1vidos. Aquilo soava t\u00e3o surreal que acabava produzindo o efeito contr\u00e1rio: eu pensava que, se estavam tentando nos convencer de algo t\u00e3o improv\u00e1vel, era porque realmente havia algo muito s\u00e9rio sendo escondido.\u00a0<\/p>\n<p>Estavam, claramente, \u201cfazendo hora\u201d com a nossa cara. O dia em que um Major do Ex\u00e9rcito deu essa declara\u00e7\u00e3o sobre os an\u00f5es foi decisivo para mim. Sa\u00ed daquela coletiva acreditando piamente que o Caso Varginha era verdade.\u00a0<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" data-dominant-color=\"827870\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #827870;\" decoding=\"async\" width=\"984\" height=\"618\" sizes=\"auto, (max-width: 984px) 100vw, 984px\" src=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2026\/01\/margarida-hallacoc-jornalista-livro-et-de-varginha.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-919050 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2026\/01\/margarida-hallacoc-jornalista-livro-et-de-varginha-300x188.webp 300w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2026\/01\/margarida-hallacoc-jornalista-livro-et-de-varginha-768x482.webp 768w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2026\/01\/margarida-hallacoc-jornalista-livro-et-de-varginha.webp 984w\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A jornalista Margarida Hallacoc na \u00e9poca em que fazia a cobertura da suposta apari\u00e7\u00e3o do ET de Varginha \u2014 Foto: Arquivo pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Ao optar pelo t\u00edtulo<\/strong><strong><em> Os ETs de Varginha<\/em><\/strong><strong>, voc\u00ea rompe com a narrativa mais difundida do \u201cET\u201d no singular. Por que foi importante afirmar essa pluralidade, sobretudo diante da desinforma\u00e7\u00e3o e do desconhecimento que ainda cercam o caso?<\/strong><\/p>\n<p>No in\u00edcio, todos n\u00f3s tratamos os relatos sobre a criatura como meros boatos. Acredit\u00e1vamos que a cidade estava mergulhada em rumores sem fundamento e, por isso, acabamos \u201cdormindo\u201d durante a primeira semana, que era justamente o per\u00edodo mais crucial para a apura\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>O que me deixava mais c\u00e9tica era a cronologia dos eventos. Receb\u00edamos informa\u00e7\u00f5es de que, por volta de 10h30 ou 11h da manh\u00e3 de um s\u00e1bado, bombeiros teriam capturado um bicho esquisito, colocado em uma caixa e levado embora ap\u00f3s barulhos de tiros. No entanto, poucas horas depois, por volta das 15h30, as meninas relatavam ter visto uma criatura em um local mais acima.\u00a0<\/p>\n<p>Na minha cabe\u00e7a, aquilo n\u00e3o fazia sentido: como um ser capturado e levado pela manh\u00e3 poderia aparecer novamente \u00e0 tarde? Parecia \u00f3bvio que o povo estava ficando louco.<\/p>\n<p>Ao entrevistar as meninas pessoalmente, percebi que o relato delas era s\u00f3lido e id\u00eantico ao que vinha sendo descrito. Foi ent\u00e3o que, ap\u00f3s cerca de duas semanas, sentei para refletir e cheguei a uma conclus\u00e3o perturbadora: ou a cidade inteira estava sofrendo uma alucina\u00e7\u00e3o coletiva, ou n\u00e3o est\u00e1vamos falando de apenas uma criatura, mas de v\u00e1rias.<\/p>\n<p>Essa hip\u00f3tese ganhou for\u00e7a com novos avistamentos, como o da senhora Vera no Zool\u00f3gico de Varginha. Ela relatou ter visto uma criatura muito de perto quando foi fumar na parte externa, tempos depois do epis\u00f3dio das meninas. Dias ap\u00f3s o avistamento, quatro animais do zool\u00f3gico morreram sem causa conclusiva. A criatura parecia ir e vir, surgindo em pontos diferentes e em momentos que desafiavam a l\u00f3gica de uma captura \u00fanica.\u00a0<\/p>\n<p>Infelizmente, levamos cerca de dez a doze dias para processar essa possibilidade e come\u00e7ar a levar os relatos a s\u00e9rio de forma investigativa. Esse tempo perdido foi precioso, pois as evid\u00eancias f\u00edsicas e os rastros iniciais j\u00e1 haviam se dissipado ou sido recolhidos.\u00a0<\/p>\n<p><strong>No cap\u00edtulo do livro intitulado <\/strong><strong><em>Olhem pra cima<\/em><\/strong><strong>, voc\u00ea aborda uma s\u00e9rie de avistamentos de OVNIs em Varginha e em cidades vizinhas ap\u00f3s os acontecimentos de 1996. O t\u00edtulo remete, ainda que indiretamente, ao filme <\/strong><strong><em>N\u00e3o Olhe pra Cima<\/em><\/strong><strong>, que trata da nega\u00e7\u00e3o coletiva diante de um acontecimento iminente. Existe uma met\u00e1fora intencional sobre\u00a0 uma nega\u00e7\u00e3o coletiva e institucional diante de fatos que desafiam vers\u00f5es oficiais?<\/strong><\/p>\n<p>Eu acho que existia isso: um medo de olhar para o c\u00e9u e ver o que n\u00e3o queria ver, e ao mesmo tempo uma curiosidade incontrol\u00e1vel. Acho que mais que na regi\u00e3o, porque as mat\u00e9rias estavam em rede nacional e nos jornais grandes, foi um ano em que se olhou muito para o c\u00e9u.<\/p>\n<p>Os observat\u00f3rios, que at\u00e9 ent\u00e3o eram um neg\u00f3cio mais de estudo de astronomia, n\u00e3o eram locais muito visitados. Nessa \u00e9poca, voc\u00ea tinha que fazer inscri\u00e7\u00e3o para ir. A gente come\u00e7ou a fazer mat\u00e9rias tamb\u00e9m dos observat\u00f3rios que tinha em todo o Brasil.\u00a0<\/p>\n<p>Eu me lembrei do filme, sim, porque era essa onda de olhar para cima, n\u00e3o olhar, ter medo, ter curiosidade. No filme voc\u00ea tem medo de olhar para cima. Ent\u00e3o, isso tudo passou na nossa cabe\u00e7a em 1996. Foi um ano desafiador nesse sentido. Foi um ano complicado.<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea avalia a cobertura da m\u00eddia comercial \u00e0 \u00e9poca do caso Varginha? Houve silenciamento, ridiculariza\u00e7\u00e3o ou enquadramento pol\u00edtico do tema?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Na \u00e9poca, todos trabalharam intensamente, devido \u00e0 forte concorr\u00eancia entre os ve\u00edculos. Ningu\u00e9m queria ficar para tr\u00e1s. Havia um medo, que n\u00e3o era s\u00f3 meu, de chegar \u00e0 banca e ver uma manchete com a foto da criatura, que algu\u00e9m tivesse conseguido algo que eu n\u00e3o consegui.\u00a0<\/p>\n<p>Enquadramento pol\u00edtico n\u00e3o estava muito associado. As pessoas hoje s\u00e3o muito mais politizadas que naquela \u00e9poca. Hoje \u00e9 quase time de futebol, quase torcida. Sobre silenciamento, n\u00e3o fomos censurados por nenhuma institui\u00e7\u00e3o. Apenas negavam. Falavam do caso quando a gente procurava, nos recebiam educadamente e nos dispensavam. Quando recebiam, era para desconversar.<\/p>\n<p>O que me fez me interessar pelo caso \u00e9 que a regi\u00e3o tem muito caso de avistamento, mesmo antes do Caso Varginha e depois. Eu nunca vi ningu\u00e9m despencar dos Estados Unidos e vir aqui conferir. Comecei a ir nos hot\u00e9is, com muito cuidado, pesquisar quem ficou hospedado no hotel. Consegui levantar dados de pessoas que tinham se hospedado em Varginha naquela semana. Enquanto a gente achava que o caso era conversa de barbearia, tinha pessoas dos Estados Unidos, da NASA, do Jap\u00e3o que tinham se hospedado aqui.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Havia medo da ridiculariza\u00e7\u00e3o e da press\u00e3o. Ningu\u00e9m quer pagar o pre\u00e7o de afirmar publicamente que viu um extraterrestre<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Me perguntei o porqu\u00ea de tudo isso. Todo dia tem uma hist\u00f3ria de avistamento, de algum lugar, de luzes pelo c\u00e9u. Todo dia tem um relato. O Brasil inteiro tem hist\u00f3ria de avistamento de naves: \u00e9 \u2018Opera\u00e7\u00e3o Prato\u2019, \u00e9 no Maranh\u00e3o, no Sul. Por que essas pessoas deram tanta import\u00e2ncia para o Caso Varginha, antes de qualquer brasileiro dar import\u00e2ncia? Antes de qualquer rep\u00f3rter entrar na parada, tinham pessoas aqui. Por qu\u00ea?<\/p>\n<p>O Caso Varginha \u00e9 um diferencial. Acho que o caso era mais importante. Com o tempo, fui me convencendo de que aquela opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi uma coisa ao acaso. Percebi que estavam executando uma opera\u00e7\u00e3o que algu\u00e9m estava instruindo: \u201cvai em tal lugar, faz isso, faz aquilo\u201d. Era o executar de um trabalho, n\u00e3o era iniciativa de nenhuma institui\u00e7\u00e3o daqui.<\/p>\n<p><strong>O epis\u00f3dio envolve elementos graves, como a morte do cabo da Pol\u00edcia Militar Marco Eli Chereze, ainda cercada de lacunas, al\u00e9m de relatos de medo, amea\u00e7as e press\u00e3o psicol\u00f3gica sobre moradores. Que clima voc\u00ea encontrou em Varginha durante a cobertura?<\/strong><\/p>\n<p>As pessoas nos recebiam para demonstrar cordialidade, mas logo encerravam o contato afirmando que \u201cn\u00e3o era assim\u201d ou que \u201cnada havia acontecido\u201d. Ao mesmo tempo, ficava evidente que alguns m\u00e9dicos queriam falar, mas estavam travados, impedidos de se manifestar. N\u00f3s insistimos muito, procuramos diversos profissionais \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n<p>Hoje, ao ver alguns desses m\u00e9dicos falando publicamente sobre o caso, confesso que isso me causa um pouco de raiva. Naquele momento, eu os procurei insistentemente e ningu\u00e9m se disp\u00f4s a falar. Ainda assim, compreendo que o m\u00e9dico \u00cdtalo Venturelli, assim como outros profissionais, tinha suas raz\u00f5es. No hospital, no Corpo de Bombeiros e em outras institui\u00e7\u00f5es, era n\u00edtido que muitas pessoas quase falavam, mas se continham.<\/p>\n<p>Havia medo da ridiculariza\u00e7\u00e3o e da press\u00e3o. Ningu\u00e9m quer pagar o pre\u00e7o de afirmar publicamente que \u201cviu um extraterrestre\u201d. No caso do doutor Venturelli, tratava-se de um cirurgi\u00e3o respeitado, com um nome a zelar. Uma declara\u00e7\u00e3o como essa poderia resultar em seu desligamento da institui\u00e7\u00e3o. Naquele contexto, ningu\u00e9m estava disposto a arriscar a pr\u00f3pria carreira para falar. Eu compreendo isso hoje.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>A quest\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais se existe ou n\u00e3o vida fora da Terra. O grande desafio \u00e9 como comunicar isso \u00e0 sociedade<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>No in\u00edcio da minha trajet\u00f3ria como rep\u00f3rter, fui formada com a ideia de que a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 um direito e que o jornalista deve busc\u00e1-la com coragem, de peito aberto, porque a sociedade tem direito de saber. Com o tempo, passei a entender que a quest\u00e3o n\u00e3o se resume apenas ao direito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quem ocupa posi\u00e7\u00f5es de comando em institui\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas tamb\u00e9m tem a responsabilidade de proteger a sociedade de determinadas informa\u00e7\u00f5es. Hoje, compreendo isso de outra forma. Quando se chega, por exemplo, a conclus\u00f5es relevantes sobre uma vacina ou um medicamento, nem sempre \u00e9 poss\u00edvel divulgar tudo imediatamente. N\u00e3o se trata apenas do conte\u00fado, mas do cuidado com a forma e o momento da divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vemos, por muito menos, consequ\u00eancias graves. Informa\u00e7\u00f5es mal conduzidas podem levar pessoas a deixarem de se vacinar ou de procurar atendimento m\u00e9dico, gerando crises e cat\u00e1strofes sociais. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio cautela.<\/p>\n<p>Antes, eu me perguntava por que determinadas informa\u00e7\u00f5es eram escondidas, se a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 um direito. Hoje entendo que nem tudo pode ser divulgado de maneira irrestrita. \u00c9 preciso saber como contar e quando contar, para n\u00e3o provocar p\u00e2nico social.<\/p>\n<p>A sociedade se sustenta em pilares simb\u00f3licos e religiosos relacionados \u00e0 vida e \u00e0 morte, especialmente no mundo ocidental. Esses valores estruturam a organiza\u00e7\u00e3o social. Se esses fundamentos forem abruptamente invertidos, existe o risco de que tudo isso entre em colapso.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" data-dominant-color=\"6e5e40\" data-has-transparency=\"false\" style=\"--dominant-color: #6e5e40;\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"1000\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" src=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2026\/01\/1_untitled-design-2026-01-07t200323-235-62996501.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-919051 not-transparent\" srcset=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2026\/01\/1_untitled-design-2026-01-07t200323-235-62996501-300x300.webp 300w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2026\/01\/1_untitled-design-2026-01-07t200323-235-62996501-150x150.webp 150w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2026\/01\/1_untitled-design-2026-01-07t200323-235-62996501-768x768.webp 768w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2026\/01\/1_untitled-design-2026-01-07t200323-235-62996501.webp 1000w\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Marta Chereze, irm\u00e3 do policial militar, relatou que seu irm\u00e3o participou diretamente da captura e teria tido um contato f\u00edsico direto com a suposta criatura, sem utilizar qualquer equipamento de prote\u00e7\u00e3o. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>30 anos depois, novos depoimentos, como o do m\u00e9dico \u00cdtalo Venturelli que afirmou ter visto a criatura, reacenderam o debate. Na sua avalia\u00e7\u00e3o, o caso ainda pode ter algum tipo de desfecho oficial?<\/strong><\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia do sil\u00eancio deve continuar sendo a t\u00f4nica do Estado brasileiro. Acredito, no entanto, que o caso ainda vai se desdobrar, mas n\u00e3o mais no Brasil. O que precisava acontecer internamente j\u00e1 aconteceu. As pr\u00f3ximas novidades, ao que tudo indica, vir\u00e3o do exterior, especialmente em rela\u00e7\u00e3o ao destino das criaturas.<\/p>\n<p>Quando houver a confirma\u00e7\u00e3o de que essas criaturas deram entrada em outros locais fora do pa\u00eds, o caso brasileiro ser\u00e1 automaticamente confirmado. As informa\u00e7\u00f5es mais relevantes, a partir de agora, devem vir de fora.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, h\u00e1 um avan\u00e7o significativo na libera\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e uma forte press\u00e3o institucional, sobretudo por parte do Congresso. O Brasil, por sua vez, n\u00e3o tem autoriza\u00e7\u00e3o para divulgar nada e, portanto, deve permanecer na mesma posi\u00e7\u00e3o. Se houver a confirma\u00e7\u00e3o de que criaturas chegaram a outros pa\u00edses vindas do Brasil, que prova maior poderia haver?<\/p>\n<p><strong>O document\u00e1rio <\/strong><strong><em>O Mist\u00e9rio de Varginha<\/em><\/strong><strong>, produzido pela TV Globo, trouxe recuos e nega\u00e7\u00f5es de personagens centrais do caso, como militares e o pesquisador Ubirajara Rodrigues, pioneiro no caso. Como voc\u00ea analisa essas mudan\u00e7as de discurso e as an\u00e1lises feitas por uf\u00f3logos que criticaram duramente o conte\u00fado da produ\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>As cr\u00edticas ao document\u00e1rio s\u00e3o compreens\u00edveis e t\u00eam fundamento. O material come\u00e7ou muito bem, com uma abordagem que lembrava o padr\u00e3o \u201cGlobo Rep\u00f3rter\u201d, mas terminou como \u201cCasos de Fam\u00edlia\u201d, lava\u00e7\u00e3o de roupa suja com uma exposi\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1ria. Essa escolha editorial me pareceu equivocada.<\/p>\n<p>A cidade estava mobilizada para assistir ao document\u00e1rio. Varginha praticamente parou. Havia, inclusive, um clima de prepara\u00e7\u00e3o para as celebra\u00e7\u00f5es dos 30 anos do caso. De repente, \u00e9 lan\u00e7ado esse material, e eu confesso que n\u00e3o entendi o motivo nem o objetivo. N\u00e3o sei se foi algo proposital, mas a pergunta que fica \u00e9: quem ganha com isso? Qual o interesse em lan\u00e7ar uma esp\u00e9cie de \u201cbanho de \u00e1gua fria\u201d sobre a cidade e em desqualificar o trabalho dos uf\u00f3logos?<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Eu achei que estivesse preparada para lidar com aquelas situa\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o estava<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Desmerecer e desrespeitar o trabalho de pesquisadores que se dedicaram ao caso por d\u00e9cadas me parece desnecess\u00e1rio. O pesquisador Vit\u00f3rio Pacaccini, por exemplo, foi praticamente exposto em pra\u00e7a p\u00fablica no \u00faltimo epis\u00f3dio do document\u00e1rio. Houve um esfor\u00e7o evidente para descredibiliz\u00e1-lo, como se ele tivesse pago testemunhas para sustentarem determinadas vers\u00f5es. Pacaccini sempre foi um entusiasta do caso, dedicou-se profundamente a ele.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 outros pesquisadores s\u00e9rios que acompanharam o caso desde o in\u00edcio e que n\u00e3o foram ouvidos pelo document\u00e1rio. Uf\u00f3logos comprometidos com a investiga\u00e7\u00e3o ficaram de fora, sem que se saiba exatamente o porqu\u00ea.<\/p>\n<p>O impacto na cidade foi estranho e frustrante. A sensa\u00e7\u00e3o geral foi de desconforto. Acredito que seria poss\u00edvel produzir um material equilibrado, ouvindo diferentes lados, sem adotar uma postura agressiva ou desqualificadora em rela\u00e7\u00e3o aos uf\u00f3logos.<\/p>\n<p>Varginha levou anos para fazer as pazes com essa hist\u00f3ria. Durante muito tempo, as pessoas foram reservadas, evitavam falar sobre o assunto. Para muitos moradores, o Caso Varginha acabou se tornando uma esp\u00e9cie de lenda urbana, como acontece em tantas outras cidades, e isso n\u00e3o representa um problema em si.<\/p>\n<p>O que me incomoda \u00e9 o fato de o document\u00e1rio ter sido feito com o aparente intuito de desmerecer o caso, a cidade e o trabalho dos pesquisadores. Isso me pareceu bastante desrespeitoso.<\/p>\n<p>Um exemplo claro disso \u00e9 o caso do morador conhecido como \u201cMudinho\u201d, apontado pela investiga\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito como sendo a suposta criatura avistada pelas tr\u00eas meninas. Ele era uma figura amplamente conhecida na cidade e no bairro onde vivia. Ningu\u00e9m o confundiria com outra pessoa, muito menos com uma criatura desconhecida. \u00c9 dif\u00edcil acreditar que bombeiros, Pol\u00edcia Militar, Ex\u00e9rcito brasileiro e at\u00e9 for\u00e7as militares dos Estados Unidos teriam sido mobilizados para chegar a uma conclus\u00e3o t\u00e3o simplista.<\/p>\n<p><strong>Que impactos a cobertura do caso teve na sua trajet\u00f3ria profissional e na sua compreens\u00e3o sobre os limites do jornalismo diante de institui\u00e7\u00f5es de poder, como as For\u00e7as Armadas e grandes grupos de m\u00eddia?<\/strong><\/p>\n<p>O ocorrido ensinou muito na minha vida profissional. \u00c9 entender que a gente n\u00e3o sabe tudo, que n\u00e3o temos controle das pautas e que tem coisas que v\u00e3o surgir no meio do caminho que v\u00e3o surpreender. H\u00e1 pautas para as quais n\u00e3o estamos preparados enquanto jornalistas e tudo bem, \u00e9 assim mesmo. No meu caso, eu achei que estivesse preparada para lidar com aquelas situa\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o estava. Haver\u00e1 um dia em que o profissional ser\u00e1 surpreendido por uma cobertura em que voc\u00ea pode se perguntar: por onde eu come\u00e7o?<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>A gente n\u00e3o est\u00e1 preparado nem para lidar com as vacinas<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Nunca imaginei cobrir essa pauta, mas a gente aprende com isso. O importante \u00e9 n\u00e3o passar ileso das refer\u00eancias, fingindo que as coisas n\u00e3o aconteceram. \u00c9 importante sempre se questionar. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s grandes institui\u00e7\u00f5es, eu aprendi que dificilmente a gente vai conseguir arrancar uma informa\u00e7\u00e3o importante. Eles \u00e9 que v\u00e3o determinar o que querem dizer, e a gente vai reportar o que foi dito. At\u00e9 porque existem muitas camadas; no caso militar, eles recebem ordens. Dificilmente v\u00e3o burlar uma ordem e arriscar o pesco\u00e7o para entregar uma informa\u00e7\u00e3o a um rep\u00f3rter.<\/p>\n<p>O jornalista \u00e9 uma profiss\u00e3o que depende dos outros para dar certo. Na \u00e9poca do Caso Varginha, eu imaginava que se eu insistisse muito, se eu persistisse, eu iria conseguir as informa\u00e7\u00f5es. Mais tarde, levou um tempo para eu descobrir que n\u00e3o era bem assim.<\/p>\n<p>Essa experi\u00eancia me mostrou que o empenho individual tem limites diante de estruturas fechadas. Por mais que o rep\u00f3rter seja obstinado, a entrega da informa\u00e7\u00e3o muitas vezes n\u00e3o depende apenas da sua vontade ou compet\u00eancia. O Caso Varginha foi esse grande exerc\u00edcio de paci\u00eancia e de reconhecimento de que nem todas as portas se abrem, independentemente da insist\u00eancia do profissional.<\/p>\n<p><strong>Por fim, diante de discuss\u00f5es globais sobre transpar\u00eancia e poss\u00edveis an\u00fancios oficiais sobre vida inteligente fora da Terra, voc\u00ea acredita que a sociedade e especialmente a imprensa est\u00e3o preparadas para lidar com esse tipo de revela\u00e7\u00e3o sem negacionismo ou sensacionalismo?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o est\u00e3o preparados. Ningu\u00e9m est\u00e1 preparado. A gente n\u00e3o est\u00e1 preparado nem para lidar com as vacinas.\u00a0<\/p>\n<p>O grande desafio hoje \u00e9 como falar disso para as pessoas. Acredito que n\u00e3o revelaram a verdade sobre o caso, n\u00e3o porque querem esconder, mas porque n\u00e3o encontraram uma maneira de comunicar como toda a informa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 passada para a sociedade. Tem que ter jeito, tem que ir aos poucos, porque pode causar um colapso nas institui\u00e7\u00f5es, na humanidade, tudo que rege a gente.\u00a0<\/p>\n<p>Posso estar enganada, mas acredito que o Caso Varginha vai se desdobrar de fora para dentro. Internamente, o que deve continuar \u00e9 o discurso burocr\u00e1tico: apura-se um ponto aqui, ouve-se outro ali, enquanto o tempo passa e muitas das pessoas diretamente envolvidas j\u00e1 n\u00e3o estar\u00e3o mais vivas.<\/p>\n<p>E, sinceramente, hoje a quest\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais se existe ou n\u00e3o vida fora da Terra. O grande desafio atualmente \u00e9 como comunicar isso \u00e0 sociedade. Como falar sobre esse tema com as pessoas sem provocar p\u00e2nico ou caos social.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"td-all-devices\"><a href=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Google search engine\" src=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/anuncio_728x109px.jpg\" width=\"728\" height=\"90\"\/><\/a><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2026\/01\/26\/jornalista-narra-angustia-e-dilemas-eticos-na-cobertura-do-caso-et-de-varginha\/\">Fonte Original <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 20 de janeiro de 1996, uma tempestade fora do comum caiu sobre Varginha (MG). Moradores relatam uma chuva violenta, em que o \u201cc\u00e9u roncava\u201d. 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