{"id":14242,"date":"2026-01-02T23:24:17","date_gmt":"2026-01-02T23:24:17","guid":{"rendered":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/01\/02\/haiti-farol-e-futuro-de-nossa-america\/"},"modified":"2026-01-02T23:24:32","modified_gmt":"2026-01-02T23:24:32","slug":"haiti-farol-e-futuro-de-nossa-america","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2026\/01\/02\/haiti-farol-e-futuro-de-nossa-america\/","title":{"rendered":"Haiti, farol e futuro de nossa Am\u00e9rica"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Em meados do ano passado, a Brigada de Solidariedade no Haiti, da Alba Movimentos, compartilhou v\u00e1rios dias com organiza\u00e7\u00f5es do campo popular da ilha e foi testemunha da imensa capacidade de luta e resist\u00eancia do primeiro territ\u00f3rio independente da Am\u00e9rica Latina e do Caribe. Durante quase duas semanas, constatamos que o povo do Haiti est\u00e1 submetido a um plano de recoloniza\u00e7\u00e3o. Com m\u00e9todos diferentes, mas com os mesmos fins que em Gaza, Cuba e Venezuela, h\u00e1 uma intencionalidade do imperialismo estadunidense de isol\u00e1-lo pol\u00edtica, econ\u00f4mica e midiaticamente.<\/p>\n<p>\u00c9 fundamental que aprendamos com o Haiti e olhemos para ele. Estar, ver, escutar e compreender os m\u00e9todos opressivos aos quais resiste h\u00e1 d\u00e9cadas (os mesmos que v\u00eam sendo aplicados em outros pa\u00edses) e todo o exemplo vivo de rebeldia soberana foi, para mim, um chamado a seguir aprofundando essa hist\u00f3ria e essa atualidade. Fomos testemunhas das armas de um povo que n\u00e3o se ajoelha e onde reside a pot\u00eancia para seguir irradiando por toda a Nossa Am\u00e9rica, como faz h\u00e1 222 anos.<\/p>\n<p>Quando a brigada partiu de Cabo Haitiano, a impot\u00eancia, a raiva e a dor nos invadiram. Em apenas duas semanas, escutamos os relatos mais cru\u00e9is e dolorosos: assassinatos, torturas, morte planejada, viola\u00e7\u00f5es de todos os direitos humanos, viol\u00eancia financiada, apropria\u00e7\u00e3o e saque de terras e bens comuns, fome e mis\u00e9ria estrutural impostas por s\u00e9culos de ditaduras e capitalismo.<\/p>\n<p>Um compl\u00f4 desenhado e executado pelo imperialismo norte-americano e seus aliados, o Conselho de Seguran\u00e7a da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), o Core Group (embaixadas de pa\u00edses do Norte), a cumplicidade do governo nacional \u201cfalido\u201d (o KPT) e sua extremidade delitiva funcional: \u201cas gangues\u201d.<\/p>\n<p>O que o poder busca? O que ele pretende \u00e9 que ningu\u00e9m entre nem saia da ilha. Para isso, financia bandos armados, deixando-os agir para gerar caos e morte e, assim, mostrar ao mundo que se trata de um pa\u00eds \u201cingovern\u00e1vel\u201d e \u201cinvi\u00e1vel\u201d. Humilhar, ajoelhar e desmoralizar seu povo para que aceitem qualquer coisa: por exemplo, um governo corrupto e entreguista. Enfim, um processo neocolonial violento para se apropriar de suas riquezas como ouro, prata, minerais raros, terras cultiv\u00e1veis, uma riqueza cultural ancestral e a m\u00e3o de obra de seus trabalhadores e trabalhadoras. Insisto em reafirmar que, apesar dessa realidade baseada na injusti\u00e7a hist\u00f3rica, o povo haitiano resiste e luta.<\/p>\n<p>Desde 2004, o Conselho de Seguran\u00e7a da ONU, comandado por Estados Unidos, Fran\u00e7a e Gr\u00e3-Bretanha, estabelece tropas estrangeiras de forma ilegal e ileg\u00edtima com a Minustah (Miss\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Estabiliza\u00e7\u00e3o do Haiti). Esses mesmos pa\u00edses que perpetraram as piores calamidades escravistas da hist\u00f3ria haitiana s\u00e3o hoje os que pretendem zelar por sua seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Vemos exemplos concretos. Antes do genoc\u00eddio nazista, os Estados Unidos ocuparam o Haiti de 1915 a 1934; no norte da ilha funcionou um campo de concentra\u00e7\u00e3o chamado \u201cCamp Chabert\u201d, onde foram torturados e executados 15 mil haitianos. Mais recentemente, em 2010, a epidemia de c\u00f3lera ocorreu durante a presen\u00e7a ativa da Minustah; dezenas de milhares de haitianos morreram em um pa\u00eds onde os hospitais e a sa\u00fade p\u00fablica s\u00e3o inexistentes. Nestes \u00faltimos 25 anos, as pol\u00edticas de \u201cajuda humanit\u00e1ria e presen\u00e7a internacional\u201d n\u00e3o serviram de nada se falamos de direitos humanos. Vale mencionar que soldados do Sri Lanka estupraram muitas jovens e seguem at\u00e9 hoje sem condena\u00e7\u00e3o. Mais ainda: depois do terremoto de 2010, a cumplicidade entre as gangues armadas, a Binuh (Escrit\u00f3rio Integrado das Na\u00e7\u00f5es Unidas no Haiti) e o governo corrupto aprofundou a situa\u00e7\u00e3o ca\u00f3tica atual.<\/p>\n<p>Por mais \u201cpresen\u00e7a\u201d internacional que se alegue, o armamento paramilitar criminoso e a viol\u00eancia n\u00e3o fizeram sen\u00e3o crescer.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Racismo e resist\u00eancia<\/h3>\n<p>Em 1937, o ditador que governava a ferro e fogo na Rep\u00fablica Dominicana, Trujillo, mandou \u201cembranquecer\u201d a fronteira com o Haiti. Ca\u00e7aram, violaram e assassinaram mais de 12 mil haitianos e haitianas. Para identific\u00e1-los, pediam que dissessem a palavra \u201cPerejil\u201d (salsa); assim reconheciam o som t\u00edpico com que pronunciavam a letra R e procediam a atirar neles. O rio Dajab\u00f3n, que atravessa toda a ilha e faz fronteira com a Dominicana, foi literalmente tingido de sangue e desde ent\u00e3o batizado de \u201cRio Massacre\u201d, e esse genoc\u00eddio passou a ser chamado de \u201cMassacre do Perejil\u201d.<\/p>\n<p>Durante os dias da brigada na localidade fronteiri\u00e7a de Omantihuz, vimos os rostos tristes e feridos dos milhares de migrantes deportados. O governo da Rep\u00fablica Dominicana, alinhado \u00e0 doutrina fascista de Donald Trump, \u201cca\u00e7a\u201d haitianos em suas pr\u00f3prias casas e locais de trabalho, ou seja, os procura, captura, transporta em ve\u00edculos e os descarta na fronteira. Deportam-nos por serem haitianos, por serem negros, pela porta\u00e7\u00e3o de sua identidade. Nesses atos degradantes, mulheres prestes a dar \u00e0 luz s\u00e3o separadas de suas fam\u00edlias, ficando sozinhas e \u00e0 deriva. Como deportam \u201co negro\u201d, muitas vezes, \u201cpor erro\u201d, tamb\u00e9m expulsam dominicanos negros ou afrodescendentes de outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>No entanto, n\u00e3o \u00e9 justo falar apenas de rostos tristes e humilha\u00e7\u00f5es. Aqueles moradores que nos acompanharam nesses dias transmitiam o orgulho e a alegria de viver, de resistir e de poder continuar contando, de forma oral, a hist\u00f3ria de seu povo. Assim foi que, no outro extremo do \u201crio massacre\u201d, conhecemos a hist\u00f3ria do \u201cCanal da Dignidade\u201d. Durante anos, a escassez de \u00e1gua nessas terras cultiv\u00e1veis tornava famintas fam\u00edlias inteiras. Como consequ\u00eancia do roubo e do saque, as corpora\u00e7\u00f5es avan\u00e7avam ocupando territ\u00f3rio para dispor de \u201czonas francas industriais\u201d, enquanto o governo do KP, c\u00famplice e incapaz, permanecia sem frear a perda cada vez mais grave da soberania nacional. Milhares de camponeses e camponesas disseram basta e, em <em>konbit<\/em>, tomaram a decis\u00e3o corajosa de construir um gigantesco canal de irriga\u00e7\u00e3o em comunidade e solidariedade, sem cobrar nenhum tipo de sal\u00e1rio e contribuindo at\u00e9 com o que n\u00e3o tinham. Uma tarefa patri\u00f3tica para construir soberania alimentar e nacional, mesmo correndo o risco de serem assassinados pelo Ex\u00e9rcito Dominicano. Em uma proeza monumental, o <em>Konbit da Dignidade<\/em> se estendeu rapidamente a todo o povo haitiano e, com a consigna KPK (<em>Kanal la Pap Kanp\u00e9<\/em>), demonstraram mais uma vez que essa tradi\u00e7\u00e3o centen\u00e1ria de organiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria e solid\u00e1ria \u00e9 uma das armas mais poderosas do povo.<\/p>\n<p>Ao longo de nossa visita, vimos muitos <em>konbits<\/em> urbanos e rurais, grandes e pequenos, mas um foi comovente desde o primeiro dia: mulheres que h\u00e1 s\u00e9culos levam e trazem os alimentos que colhem a povoados e cidades distantes. Caminham \u00e0 beira das estradas, fazendo dezenas de quil\u00f4metros para conectar todo o pa\u00eds em uma rede colorida de frutas, verduras, mel, mandioca, milho e <em>casabe<\/em>. Hist\u00f3rias de vida, de amor e de cuidado, mulheres ancestrais que levam a identidade e o esp\u00edrito de Ayit\u00ed a cada extremo da ilha.<\/p>\n<p>Mas, afinal, o que \u00e9 um <em>konbit<\/em>? Uma tradi\u00e7\u00e3o de trabalho comunal, em estilo assemble\u00e1rio e cooperativo, que resulta em tarefas e projetos coletivos com impacto concreto na vida cotidiana da comunidade: agricultura, infraestrutura, limpeza, constru\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. N\u00e3o \u00e9 simplesmente um m\u00e9todo, mas uma filosofia de vida. O <em>konbit<\/em> \u00e9 parte essencial da cultura haitiana.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Haiti, povo criativo e espiritual<\/h3>\n<p>Nesses dias de experi\u00eancia solid\u00e1ria e fraterna no Haiti, encontramos dois componentes poderosos da resist\u00eancia do povo: a religi\u00e3o vodu e o crioulo.<\/p>\n<p>A espiritualidade vodu, aut\u00eantica cria\u00e7\u00e3o religiosa nacional, \u00e9 um sincretismo surgido da di\u00e1spora africana e do catolicismo. T\u00e3o incompreendida quanto estigmatizada, re\u00fane uma teologia que se expressa em dan\u00e7as, tambores, cantos, oferendas aos mortos e conex\u00e3o com os <em>Lo\u00e1<\/em> (<em>Iwa<\/em>), esp\u00edritos-divindades ligados a mitos e hist\u00f3rias tradicionais. Por n\u00e3o ter uma autoridade central, a religi\u00e3o adota no Haiti uma not\u00e1vel diversidade entre seus praticantes. Com o passar dos dias, pudemos vivenciar a hist\u00f3ria do vodu profundamente enraizada na resist\u00eancia do povo. Al\u00e9m de ter estado presente na Revolu\u00e7\u00e3o Haitiana de 1804, sendo muitos de seus protagonistas vodu\u00edstas, o vodu resistiu em v\u00e1rias etapas hist\u00f3ricas \u00e0 censura, estigmatiza\u00e7\u00e3o e persegui\u00e7\u00e3o antes e depois da revolu\u00e7\u00e3o. Sua diversidade e exerc\u00edcio livre geraram temor entre colonizadores e governos. N\u00e3o valorizado nem reconhecido oficialmente como religi\u00e3o, em favor do catolicismo (e hoje tamb\u00e9m do protestantismo), o vodu se mant\u00e9m vivo nas vertentes mais profundas do Haiti. Vimos como os haitianos v\u00e3o rezar em igrejas e templos crist\u00e3os aos domingos, mas, ao mesmo tempo, durante a semana n\u00e3o deixam de praticar sua devo\u00e7\u00e3o pela manh\u00e3.<\/p>\n<p>O Haiti fala, pensa e sonha em crioulo, obra criativa de uma terra de escravos rebeldes. O crioulo \u00e9 a l\u00edngua que as m\u00e3es ensinam primeiro a seus filhos. Quase dois s\u00e9culos ap\u00f3s a revolu\u00e7\u00e3o haitiana, a Constitui\u00e7\u00e3o de 1987 reconheceu essa l\u00edngua como oficial da na\u00e7\u00e3o e relegou o franc\u00eas ao que sempre foi: a l\u00edngua dos colonizadores, imposta por uma elite privilegiada. Menos de 20% dos haitianos entende e fala franc\u00eas, mas, ainda assim, durante s\u00e9culos o crioulo foi a l\u00edngua perseguida, a l\u00edngua proibida. N\u00e3o surpreende esse af\u00e3 de silenciamento, j\u00e1 que gra\u00e7as ao crioulo os escravizados se comunicaram em um idioma diferente do do opressor e organizaram reuni\u00f5es, revoltas e uma revolu\u00e7\u00e3o bem-sucedida. Durante d\u00e9cadas, eruditos colonialistas tentaram coloc\u00e1-lo em um status \u201cinferior\u201d, mas o crioulo ganhou cada vez mais for\u00e7a no movimento cultural anticolonial e na identidade nacional. Diferentemente do que aconteceu com dezenas de l\u00ednguas ind\u00edgenas exterminadas e silenciadas em outras partes da Am\u00e9rica, o crioulo conseguiu se impor.<\/p>\n<p>O crioulo e o vodu s\u00e3o rios, vasos comunicantes do povo. Perme\u00e1veis, porosos e fluidos, unem a hist\u00f3ria e o esp\u00edrito do Haiti. De t\u00e3o evidentes, parecem invis\u00edveis, mas est\u00e3o ali, mostrando-nos a for\u00e7a, a firmeza e a criatividade de uma p\u00e1tria livre que n\u00e3o se deixa submeter.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Haiti \u00e9 futuro<\/h3>\n<p>O Haiti n\u00e3o precisa de salvadores; o Haiti n\u00e3o pede, o Haiti exige. O Haiti continua dan\u00e7ando e cantando apesar de tanta dor, projeta um futuro, uma possibilidade de viver em paz e justi\u00e7a. Foi impactante e inspirador despertar naqueles dias no meio da ilha ao ritmo de cantos, hinos e louvores do povo \u00e0 sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>O poder imperial quer submeter o Haiti a um \u201cpurgat\u00f3rio\u201d de 12 milh\u00f5es de almas, castigo por ter sido irreverente com as maiores pot\u00eancias colonialistas do mundo. Se algo ficou claro para n\u00f3s, \u00e9 que a Revolu\u00e7\u00e3o Haitiana de 1804, a primeira e \u00fanica revolu\u00e7\u00e3o antiescravista do mundo, segue pulsando hoje na pr\u00f3pria vida e resist\u00eancia que n\u00e3o se deixa vencer. Os Estados Unidos e seus aliados o submetem ao isolamento, ao saque capitalista, \u00e0 viol\u00eancia e ao caos, \u00e0 fome e ao bloqueio econ\u00f4mico e pol\u00edtico, com o objetivo de impedir que se levante novamente. Ser\u00e1 que tamb\u00e9m temem que esse esp\u00edrito contagie o restante da Am\u00e9rica Latina e do Caribe, como j\u00e1 fez desde sua independ\u00eancia?<\/p>\n<p>Hoje enfrentamos em toda a nossa Am\u00e9rica um inimigo decadente que quer recuperar seu \u201cquintal\u201d. Este humilde relato \u00e9 para dizer a todos e todas que precisamos voltar ao Haiti: estar ali, escutar, ver e aprender com seu povo. Seguir o exemplo hist\u00f3rico do Haiti para construir um gigantesco <em>konbit<\/em> nuestramericano e fazer com que a proclama de sua bela bandeira, \u201cA uni\u00e3o faz a for\u00e7a\u201d, ressoe em cada uma de nossas lutas.<\/p>\n<p><em>*Emmanuel \u00c1lvarez \u00e9 m\u00e9dico argentino, membro da Brigada Popular de Sa\u00fade e militante do Movimento Popular Nuestramerica e ALBA Movimentos. Trabalha como diretor regional de sa\u00fade p\u00fablica no Minist\u00e9rio de Sa\u00fade da Prov\u00edncia de Buenos Aires, Argentina.<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<div class=\"td-all-devices\"><a href=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/\"><\/a><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2026\/01\/02\/haiti-farol-e-futuro-de-nossa-america\/\">Fonte Original <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em meados do ano passado, a Brigada de Solidariedade no Haiti, da Alba Movimentos, compartilhou v\u00e1rios dias com organiza\u00e7\u00f5es do campo popular da ilha e foi testemunha da imensa capacidade de luta e resist\u00eancia do primeiro territ\u00f3rio independente da Am\u00e9rica Latina e do Caribe. 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