{"id":12636,"date":"2025-11-09T13:24:10","date_gmt":"2025-11-09T13:24:10","guid":{"rendered":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/11\/09\/como-burkina-faso-caminha-para-ser-autossuficiente-na-producao-de-alimentos-brasil-de-fato\/"},"modified":"2025-11-09T13:24:18","modified_gmt":"2025-11-09T13:24:18","slug":"como-burkina-faso-caminha-para-ser-autossuficiente-na-producao-de-alimentos-brasil-de-fato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/11\/09\/como-burkina-faso-caminha-para-ser-autossuficiente-na-producao-de-alimentos-brasil-de-fato\/","title":{"rendered":"como Burkina Faso caminha para ser autossuficiente na produ\u00e7\u00e3o de alimentos \u2014 Brasil de Fato"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>A depend\u00eancia de ajuda externa, a instabilidade pol\u00edtica, a pobreza cr\u00f4nica e os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas est\u00e3o entre os entraves que impedem Burkina Faso de alcan\u00e7ar a sonhada soberania alimentar.<\/p>\n<p>Atualmente, cerca de 80% da popula\u00e7\u00e3o da na\u00e7\u00e3o do Sahel est\u00e1 envolvida na atividade agr\u00edcola, que representa um ter\u00e7o do PIB. Mesmo assim, o pa\u00eds ainda importa mais de 200 mil toneladas de arroz por ano.<\/p>\n<p>Em resposta a esse desafio, o governo do presidente Ibrahim Traor\u00e9 lan\u00e7ou em 2023 a chamada Ofensiva Agr\u00edcola, que vem revolucionando o meio rural e sendo um modelo para o continente. O objetivo central \u00e9 p\u00f4r fim \u00e0 depend\u00eancia de importa\u00e7\u00e3o de produtos alimentares de grande consumo.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\">\n<div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=9RcWLcbzkjo\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=9RcWLcbzkjo<\/a><\/p>\n<\/div>\n<\/figure>\n<p>Segundo Mark Gansonr\u00e9, produtor rural e representante das associa\u00e7\u00f5es de camponeses na Assembleia Nacional de Transi\u00e7\u00e3o, ao implementar o programa, o novo governo buscou ouvir os agricultores do pa\u00eds. \u201cAcredito que ele [Traor\u00e9] tirou um tempo para entender o grito do cora\u00e7\u00e3o dos agricultores de Burkina\u201d. <\/p>\n<p>\u201cDesde 2002, n\u00f3s conduzimos uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es, come\u00e7ando pela reivindica\u00e7\u00e3o do reconhecimento da agricultura como uma profiss\u00e3o plena e leg\u00edtima. Obtivemos uma lei de orienta\u00e7\u00e3o agr\u00edcola para estruturar esse reconhecimento. Tamb\u00e9m trabalhamos para facilitar o acesso dos pequenos produtores ao cr\u00e9dito. Hoje, chegamos a um ponto de verdadeira gratid\u00e3o.\u00a0 Gra\u00e7as a Deus, no ano passado este governo destinou 78 bilh\u00f5es de francos CFA para a compra de equipamentos agr\u00edcolas , colocando \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos agricultores\u201d, celebra Gansonr\u00e9.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Os n\u00fameros da Ofensiva Agr\u00edcola<\/h4>\n<p>A Ofensiva j\u00e1 trouxe resultados na autossufici\u00eancia alimentar. Os rendimentos por hectare no pa\u00eds aumentaram drasticamente desde o in\u00edcio da ofensiva, com melhorias de cerca de 35% a 40%.<\/p>\n<p>Mais not\u00e1vel ainda, o pa\u00eds alcan\u00e7ou excedentes de cereais por dois anos sucessivos, um contraste com o padr\u00e3o hist\u00f3rico de d\u00e9ficits antes da atual gest\u00e3o. Em 2024, seis milh\u00f5es de toneladas de cereais foram colhidas em Burkina Faso.<\/p>\n<p>Isso ocorreu apesar da presen\u00e7a de grupos jihadistas fundamentalistas ao redor do pa\u00eds. At\u00e9 o fim deste ano, o programa agr\u00e1rio pretende criar 100 mil empregos para a popula\u00e7\u00e3o deslocada pelo terrorismo, com um or\u00e7amento dividido entre 54% da iniciativa privada e 46% do Estado.<\/p>\n<p>\u201cSe h\u00e1 mais de um milh\u00e3o de pessoas deslocadas, a maior parte desta popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 no meio rural. Muitos desses agricultores\u00a0 abandonaram as terras que n\u00e3o puderam ser cultivadas. Mas isso n\u00e3o nos impede hoje de produzir. Apesar do abandono de v\u00e1rias \u00e1reas agr\u00edcolas que n\u00e3o puderam ser cultivadas, houve um acompanhamento significativo para que nas regi\u00f5es onde ainda h\u00e1 capacidade produtiva, os agricultores pudessem intensificar a produ\u00e7\u00e3o a fim de alimentar o povo burkinab\u00e9\u201d, destaca Gansonr\u00e9.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Presidente Traor\u00e9 lidera revolu\u00e7\u00e3o agr\u00e1ria inspirada no ex-presidente do pa\u00eds Thomas Sankara (1983-1987) | Presid\u00eancia de Burkina Faso<\/figcaption><\/figure>\n<p>Luc Damiba, conselheiro especial do primeiro-ministro de Burkina Faso, avalia que mesmo em um contexto de poucas chuvas, o pa\u00eds disp\u00f5e de boas terras e \u00e1gua em abund\u00e2ncia, o que torna poss\u00edvel, segundo ele, reorganizar a produ\u00e7\u00e3o para abastecer os cidad\u00e3os. Ele destaca que garantir alimento suficiente \u00e0 popula\u00e7\u00e3o \u00e9 a base de qualquer projeto nacional. <\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso ocupar os camponeses, ocup\u00e1-los bem. Se n\u00e3o fizermos isso, eles ser\u00e3o ocupados pelos terroristas. O primeiro ganho \u00e9 esse. O segundo ganho \u00e9 que eles v\u00e3o produzir o suficiente para alcan\u00e7ar a autossufici\u00eancia alimentar. O terceiro ganho \u00e9 que teremos atores pol\u00edticos bem preparados e comprometidos com o avan\u00e7o da revolu\u00e7\u00e3o\u201d, analisa. <\/p>\n<p>\u201cSe n\u00e3o tivermos o mundo campon\u00eas para fazer a revolu\u00e7\u00e3o, vamos fracassar. S\u00f3 podemos contar com o mundo campon\u00eas para realiz\u00e1-la. E Traor\u00e9 come\u00e7ou bem ao adotar essa pol\u00edtica agr\u00edcola ofensiva, capaz de mobilizar esse grupo, que passa a ser um ator pol\u00edtico fundamental\u201d, complementa Damiba.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Rela\u00e7\u00e3o com Sankara<\/h4>\n<p>A busca pela soberania alimentar na regi\u00e3o tem ra\u00edzes hist\u00f3ricas profundas, remetendo \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o de Thomas Sankara nos anos 80. A reforma agr\u00e1ria implementada por Sankara, al\u00e9m de distribuir terras \u00e0queles que realmente produziam, visava engajar politicamente essa grande massa de pequenos camponeses. Em 1987, ap\u00f3s quatro anos de Sankara, em Burkina Faso, a ONU reconheceu pela primeira vez o pa\u00eds como autossuficiente na produ\u00e7\u00e3o de alimentos.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o assassinato do ex-presidente e l\u00edder da hist\u00f3rica revolu\u00e7\u00e3o burkinab\u00e9, no entanto, d\u00e9cadas de pol\u00edticas que priorizavam culturas de exporta\u00e7\u00e3o em detrimento da agricultura familiar fizeram o pa\u00eds do Sahel a voltar a depender de insumos externos.\u00a0<\/p>\n<p>O modelo colonial ditado pelas multinacionais do agroneg\u00f3cio mundial, como a Monsanto, ganhou espa\u00e7o no pa\u00eds durante o regime de Blaise Compaor\u00e9, o mentor do massacre de Sankara e que governou o pa\u00eds de 1987 at\u00e9 2014, com suporte do governo franc\u00eas.<\/p>\n<p>Para Mark Gansonr\u00e9, a implementa\u00e7\u00e3o da Ofensiva Agr\u00edcola \u00e9 um s\u00edmbolo da aproxima\u00e7\u00e3o de Traor\u00e9 com as ideias de Sankara.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 como se tiv\u00e9ssemos um Sankara. Sankara despertou. \u00c9 verdade que na \u00e9poca dele a maior parte da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o compreendia muito bem a sua vis\u00e3o. Era um mobilizador\u2026 Mas hoje, depois da sua passagem, houve um despertar e este atual governo veio efetivamente estimular esse despertar\u201d, considera.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Mecaniza\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>A ofensiva do atual governo tem sido marcada por um forte apoio direto aos produtores rurais e por investimentos in\u00e9ditos em mecaniza\u00e7\u00e3o. A estrat\u00e9gia foca no aumento substancial da produ\u00e7\u00e3o em oito culturas priorit\u00e1rias: arroz, milho, batata, trigo, peixe, gado, avicultura e manga.<\/p>\n<p>O financiamento para a compra das m\u00e1quinas no pa\u00eds, grande parte provenientes da China, se apoia em duas fontes principais: a nacionaliza\u00e7\u00e3o do ouro e a cria\u00e7\u00e3o de um fundo patri\u00f3tico alimentado pela pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Desde que Traor\u00e9 assumiu o controle de duas minas que antes pertenciam a uma empresa listada em Londres e iniciou a constru\u00e7\u00e3o de uma refinaria estatal, o governo j\u00e1 destinou 179 milh\u00f5es de d\u00f3lares para a compra de m\u00e1quinas agr\u00edcolas. <\/p>\n<p>Sawadogo Pasmamde, ou Oce\u00e1n, multiartista e membro do Centro pela Liberdade e Uni\u00e3o Africana Thomas Sankara, detalha a transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cPela primeira vez, est\u00e3o sendo distribu\u00eddos tratores em todo o pa\u00eds. Os insumos agr\u00edcolas s\u00e3o entregues aos agricultores, dando-lhes tudo o que \u00e9 necess\u00e1rio para que possam produzir. Al\u00e9m disso, todos os engenheiros agr\u00f4nomos que trabalhavam nas cidades foram transferidos para o campo, para acompanhar e apoiar diretamente os camponeses. E agora, vemos que os resultados est\u00e3o come\u00e7ando a aparecer como recompensa por esse esfor\u00e7o\u201d,  celebra Oce\u00e1n.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Os dois tipos de agricultura<\/h4>\n<p>Segundo o governo anuncia, a mecaniza\u00e7\u00e3o diferenciada inclui animais de tra\u00e7\u00e3o para pequenos produtores e, por outro lado, motocultores e tratores para grandes empreendimentos. Inicialmente, foram distribu\u00eddos mais de 400 tratores, al\u00e9m de fertilizantes subsidiados. Para a campanha 2025-2026, o pacote deve incluir a entrega de 608 tratores e 1.102 motocultores.<\/p>\n<p>Para Marc Gansonr\u00e9, essa \u00e9 uma demanda hist\u00f3rica dos agricultores do pa\u00eds que nunca foi plenamente atendida. Ele recorda que houve uma tentativa inicial durante a Revolu\u00e7\u00e3o liderada po Sankara, mas o processo foi interrompido ap\u00f3s sua morte.<\/p>\n<p>Durante o governo Compaor\u00e9, ele acrescenta que um programa chegou a distribuir carro\u00e7as aos agricultores, por\u00e9m sem os animais de tra\u00e7\u00e3o necess\u00e1rios para seu uso. A iniciativa ficou paralisada por anos at\u00e9 que, ap\u00f3s reivindica\u00e7\u00f5es dos agricultores, foram introduzidas subven\u00e7\u00f5es para arados e para animais como jumentos e bois.<\/p>\n<p>Mesmo assim, o alcance das pol\u00edticas permaneceu limitado. Segundo o parlamentar, \u00e0 \u00e9poca havia cerca de 1,4 milh\u00e3o de fam\u00edlias agr\u00edcolas no pa\u00eds, mas menos da metade foi atendida pelos programas: \u201ca cobertura chegou apenas a 27%, depois 32%\u201d. <\/p>\n<p>\u201cE, gra\u00e7as a Deus tivemos a chegada deste presidente atual, que compreendeu desde o in\u00edcio os sinais dessa necessidade de apoio \u00e0 mecaniza\u00e7\u00e3o\u201d, refor\u00e7a.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2560\" height=\"1710\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" src=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/11\/vlcsnap-2025-11-07-12h45m20s522-scaled.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-876108\" srcset=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/11\/vlcsnap-2025-11-07-12h45m20s522-300x200.jpg 300w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/11\/vlcsnap-2025-11-07-12h45m20s522-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/11\/vlcsnap-2025-11-07-12h45m20s522-768x513.jpg 768w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/11\/vlcsnap-2025-11-07-12h45m20s522-1536x1026.jpg 1536w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/11\/vlcsnap-2025-11-07-12h45m20s522-2048x1368.jpg 2048w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/11\/vlcsnap-2025-11-07-12h45m20s522-750x536.jpg 750w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/11\/vlcsnap-2025-11-07-12h45m20s522-1140x815.jpg 1140w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/11\/vlcsnap-2025-11-07-12h45m20s522-600x400.jpg 600w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/11\/vlcsnap-2025-11-07-12h45m20s522-scaled.jpg 2560w\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Monumento dos Her\u00f3is Nacionais foi o palco da celebra\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o pa\u00eds receber as m\u00e1quinas agr\u00edcolas adquiridas em parceria com a China | Presid\u00eancia de Burkina Faso<\/figcaption><\/figure>\n<p>A mecaniza\u00e7\u00e3o no pa\u00eds hoje, segundo Marc, \u00e9 feita de forma diferenciada, respeitando as dimens\u00f5es espaciais de cada \u00e1rea cultiv\u00e1vel e as capacidades financeiras entre as fam\u00edlias produtoras.<\/p>\n<p>Ele conta que em Burkina Faso, h\u00e1 dois tipos de agricultura: a explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola familiar e empreendedores agr\u00edcolas de grande porte, que precisam de equipamentos pesados.<\/p>\n<p>\u201cDar um motocultivador ou um trator a algu\u00e9m que n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de fazer a manuten\u00e7\u00e3o adequada desse equipamento \u00e9 como n\u00e3o ter feito nada. Por isso, trabalhamos para que o pequeno produtor continue a ser acompanhado com arado e animais de tra\u00e7\u00e3o, enquanto os que evolu\u00edram um pouco mais possam trabalhar com motocultivadores\u201d, explica Gansonr\u00e9.<\/p>\n<p>\u201cQuando cai uma chuva que n\u00e3o ultrapassa 5 mil\u00edmetros e voc\u00ea precisa semear, \u00e9 necess\u00e1rio que nas 24 a 48 horas seguintes voc\u00ea consiga cultivar o m\u00e1ximo de superf\u00edcie poss\u00edvel. E fazer isso apenas manualmente \u00e9 muito dif\u00edcil. Houve ent\u00e3o a introdu\u00e7\u00e3o de semeadoras e motocultivadores para melhorar o preparo do solo\u201d, completa.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Cria\u00e7\u00e3o de ind\u00fastrias<\/h4>\n<p>Al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o, o foco do governo burkinab\u00e9 com sua Ofensiva Agr\u00edcola est\u00e1 na industrializa\u00e7\u00e3o e agrega\u00e7\u00e3o de valor aos produtos cultivados localmente. No pa\u00eds, a cria\u00e7\u00e3o de unidades de transforma\u00e7\u00e3o tem gerado empregos e at\u00e9 permitindo que os agricultores se tornem acionistas em algumas das f\u00e1bricas inauguradas.<\/p>\n<p>A primeira ind\u00fastria de processamento de tomate do pa\u00eds, inaugurada em 2024 em Bobo Dioulasso, tem 20% de participa\u00e7\u00e3o estatal e 80% de capital popular, organizados pela Apec, a Ag\u00eancia para a Promo\u00e7\u00e3o do Empreendedorismo Comunit\u00e1rio. A organiza\u00e7\u00e3o, fundada em 2022, \u00e9 sustentada principalmente pela pequena e m\u00e9dia burguesia nacional.<\/p>\n<p>Souleymane Yougbare, diretor do Conselho Nacional da Agricultura Biol\u00f3gica de Burkina Faso (CNABio), avalia que a iniciativa tem reduzido a depend\u00eancia de importa\u00e7\u00f5es e desenvolvendo a economia local. <\/p>\n<p>\u201cSe tivermos, por exemplo, pur\u00ea de tomate 100% Burkinab\u00e9, isso permite proteger nossos mercados, isso nos permite ser aut\u00f4nomos em rela\u00e7\u00e3o ao consumo de pur\u00ea de tomate e tamb\u00e9m evitar casos de intoxica\u00e7\u00e3o. Tudo que importamos n\u00e3o sabemos como \u00e9 produzido\u201d, coloca Yougbare.<\/p>\n<p>Ele destaca ainda como a f\u00e1brica tem agregado valor \u00e0 produ\u00e7\u00e3o dos agricultores, que antes perdiam grande parte da colheita por falta de alternativas de escoamento.<\/p>\n<p>\u201cAntes, a produ\u00e7\u00e3o de tomate no Burkina era muito grande, mas, infelizmente, os produtores perdiam boa parte porque os tomates apodreciam nos campos ou precisavam ser vendidos a pre\u00e7os muito baixos. Isso \u00e9 triste. Havia at\u00e9 exportadores, ou melhor, importadores e exportadores , que vinham comprar a pre\u00e7os irris\u00f3rios e revendiam em outros pa\u00edses. Tudo isso destr\u00f3i a nossa economia\u201d, avalia.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"824\" height=\"539\" sizes=\"auto, (max-width: 824px) 100vw, 824px\" src=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/11\/tomate.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-876109\" srcset=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/11\/tomate-300x196.jpg 300w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/11\/tomate-768x502.jpg 768w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/11\/tomate-750x536.jpg 750w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/11\/tomate.jpg 824w\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Inaugura\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica de polpa de tomate em Bobo Dioulasso foi comemorada em todo o pa\u00eds | Presid\u00eancia de Burkina Faso<\/figcaption><\/figure>\n<p>Por outro lado, Yougbare pondera que o avan\u00e7o da industrializa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds deve ser acompanhado de uma reflex\u00e3o sobre seus impactos.  \u201c\u201dAo pensarmos em industrializa\u00e7\u00e3o, e o nome j\u00e1 diz tudo, \u00e9 preciso ter cuidado para que ela n\u00e3o traga outros problemas, como vemos nos pa\u00edses desenvolvidos: a polui\u00e7\u00e3o da camada de oz\u00f4nio, o impacto sobre o clima\u2026 Portanto, \u00e9 preciso que sejam solu\u00e7\u00f5es realmente locais, adaptadas ao nosso contexto e \u00e0s nossas necessidades\u201d, detalha.<\/p>\n<p>O deputado Marc Gansonr\u00e9 acredita que o pa\u00eds vive embranhado hoje dentro de  uma mudan\u00e7a de consci\u00eancia, \u201cum esp\u00edrito de patriotismo\u201d que faz com que a popula\u00e7\u00e3o diga: \u201cSe queremos ser aut\u00f4nomos, \u00e9 bom receber ajuda, mas \u00e9 melhor que n\u00f3s mesmos trabalhemos para encontrar solu\u00e7\u00f5es para os nossos problemas internos. E aquilo que n\u00e3o pudermos fazer, podemos buscar fora\u201d<\/p>\n<p>Ele finaliza: \u201cEu reconhe\u00e7o que esses s\u00e3o elementos realmente novos que observamos hoje, gra\u00e7as a vis\u00e3o do chefe de Estado e de seu governo. Isso nos leva a ter muita esperan\u00e7a de que, em breve, a \u00c1frica Ocidental ser\u00e1 um exemplo para outros pa\u00edses\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"td-all-devices\"><a href=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Google search engine\" src=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/anuncio_728x109px.jpg\" width=\"728\" height=\"90\"\/><\/a><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/11\/09\/ofensiva-agricola-como-burkina-faso-caminha-para-ser-autossuficiente-na-producao-de-alimentos\/\">Fonte Original <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A depend\u00eancia de ajuda externa, a instabilidade pol\u00edtica, a pobreza cr\u00f4nica e os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas est\u00e3o entre os entraves que impedem Burkina Faso de alcan\u00e7ar a sonhada soberania alimentar. 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