{"id":11966,"date":"2025-10-19T17:24:11","date_gmt":"2025-10-19T17:24:11","guid":{"rendered":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/10\/19\/indigenas-criticam-apropriacao-cultural-em-adornos-gauchos-brasil-de-fato\/"},"modified":"2025-10-19T17:24:15","modified_gmt":"2025-10-19T17:24:15","slug":"indigenas-criticam-apropriacao-cultural-em-adornos-gauchos-brasil-de-fato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/10\/19\/indigenas-criticam-apropriacao-cultural-em-adornos-gauchos-brasil-de-fato\/","title":{"rendered":"Ind\u00edgenas criticam apropria\u00e7\u00e3o cultural em adornos ga\u00fachos \u2014 Brasil de Fato"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>O movimento tradicionalista ga\u00facho, caracterizado por costumes gastron\u00f4micos, art\u00edsticos e de vestimenta, \u00e9 uma corrente cultural presente tanto no Rio Grande do Sul, quanto em outros estados do Sul do Brasil e em regi\u00f5es da Argentina, Uruguai e Paraguai. Essa tradi\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, teria se apropriado de s\u00edmbolos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>O tradicionalismo ga\u00facho se originou da miscigena\u00e7\u00e3o de culturas pr\u00e9-existentes no territ\u00f3rio e de imigrantes. Um estudo publicado em abril de 2025 analisou os s\u00edmbolos da etnia kaing\u00e1ng e sua rela\u00e7\u00e3o com a cultura ga\u00facha.<\/p>\n<p>Os pesquisadores da Universidade de Caxias do Sul (UCS) identificaram a apropria\u00e7\u00e3o de diversos grafismos ind\u00edgenas por esse movimento. \u201cO movimento tradicionalista h\u00e1 anos faz uso dos grafismos ind\u00edgenas do Rio Grande do Sul, caracterizando n\u00e3o s\u00f3 o abafamento dessa cultura como a apropria\u00e7\u00e3o de seus manifestos\u201d, destaca o estudo dos historiadores Francisco Ailton Santos e Juliane Petry Panozzo Cescon. <\/p>\n<p>Os grafismos da etnia dizem respeito \u00e0 ancestralidade e s\u00e3o s\u00edmbolos de identidade e pot\u00eancia. Segundo uma das fundadoras do Instituto Kaing\u00e1ng, Susana Kaing\u00e1ng, a origem dos s\u00edmbolos se d\u00e1 a partir de uma jornada tra\u00e7ada por dois irm\u00e3os g\u00eameos kaing\u00e1ng, que descem de uma montanha por lados opostos. <\/p>\n<p>Um deles, o Kam\u00e9, saiu por um caminho pedregoso e fez muito esfor\u00e7o na sua caminhada. Assim ele desenvolveu m\u00fasculos e for\u00e7a, al\u00e9m de se relacionar com animais diurnos. J\u00e1 o Kair\u00fa, que desceu por uma plan\u00edcie, estabeleceu um contato mais longo com os animais da noite e com a lua e exp\u00f5e tra\u00e7os mais delicados. Dessa forma, os Kam\u00e9 representam a for\u00e7a dos guerreiros kaing\u00e1ng, enquanto os Kair\u00fa demonstram o lado espiritual. \u201cCada um deles tem a sua pintura, as suas habilidades e as suas rela\u00e7\u00f5es com os seres da natureza\u201d, afirma Susana. Os Kam\u00e9 s\u00e3o representados por linhas e pela marca aberta, enquanto os Kair\u00fa t\u00eam sua forma gr\u00e1fica em c\u00edrculos e s\u00e3o fechados. Esses s\u00edmbolos guiam as linhagens familiares, pois orientam os casamentos, ou seja, uma pessoa que tem a origem Kam\u00e9 deve casar-se com um Kair\u00fa. <\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Grafismo Kair\u00fa utilizado na cestaria | Isadora Pellegrini Marques \/ DW<\/figcaption><\/figure>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Origem do artesanato<\/h4>\n<p>\u201cO grafismo \u00e9 a nossa marca de nascen\u00e7a\u201d, afirma Lenice de Oliveira Kaing\u00e1ng. Ela e o marido, Joceli Sales Kaing\u00e1ng, s\u00e3o professores na Escola Estadual Ind\u00edgena de Ensino Fundamental Augusto Op\u00e9 da Silva, que fica na Aldeia Kaing\u00e1ng Tr\u00eas Soitas, na cidade de Santa Maria. A institui\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das poucas do Rio Grande do Sul que tem o ensino baseado na cultura ind\u00edgena. Joceli explica que os grafismos deram origem ao artesanato. \u201cA nossa cultura sempre foi baseada na oralidade, mas, no final do s\u00e9culo 20, houve a necessidade de formar a nossa identidade, mais especificamente a dos grupos Kam\u00e9 e Kair\u00fa, por meio das pinturas. As marcas come\u00e7aram no artesanato e viraram tamb\u00e9m pintura corporal.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com a advogada e Diretora Executiva do Instituto Ind\u00edgena Brasileiro para Propriedade Intelectual, Fernanda J\u00f3fej Kaing\u00e1ng, esses s\u00edmbolos definem as rela\u00e7\u00f5es sociais do seu povo. \u201cOs grafismos s\u00e3o uma forma de transmitir informa\u00e7\u00f5es do indiv\u00edduo kaing\u00e1ng sobre quem \u00e9 aquela pessoa, de qual fam\u00edlia ela faz parte e qual posi\u00e7\u00e3o social ela ocupa.\u201d <\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Os grafismos do ponto de vista jur\u00eddico <\/h4>\n<p>Fernanda explica que as Express\u00f5es Culturais Tradicionais (ECTs), as quais englobam os grafismos, constam na legisla\u00e7\u00e3o brasileira como parte do patrim\u00f4nio cultural e t\u00eam uma s\u00e9rie de instrumentos de prote\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>De acordo com a advogada, a viola\u00e7\u00e3o dos direitos autorais ocorre com frequ\u00eancia nos adornos do tradicionalismo ga\u00facho, que teriam se apropriado de grafismos kaing\u00e1ng que seriam utilizados de forma vazia para compor vestimentas sem valorizar a sua origem. Essa apropria\u00e7\u00e3o, segundo ela, constitui uma ofensa aos direitos autorais e \u00e0 pr\u00f3pria identidade do povo. <\/p>\n<p>Fernanda argumenta que esse fen\u00f4meno \u00e9 proveniente de uma hist\u00f3rica nega\u00e7\u00e3o de direitos, que teve in\u00edcio com as pr\u00e1ticas coloniais que nunca foram extintas do modo de viver brasileiro. Dessa forma, ap\u00f3s a tomada de terras e explora\u00e7\u00e3o realizados de 1500 a 1822, per\u00edodo correspondente ao colonialismo brasileiro, passou-se a negar e expropriar a cultura dos povos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>No Brasil e internacionalmente, existem alguns \u00f3rg\u00e3os de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s express\u00f5es culturais ind\u00edgenas, como o Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan) e a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco).  Entretanto, essas institui\u00e7\u00f5es declaram o patrim\u00f4nio cultural kaing\u00e1ng como do Brasil, o que, na vis\u00e3o de Fernanda, \u00e9 equivocado, j\u00e1 que os povos ind\u00edgenas j\u00e1 existiam antes do Brasil se consolidar como na\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma imposi\u00e7\u00e3o de um marco temporal europeu e colonizador. N\u00f3s n\u00e3o aceitamos. Ele precisa ser reconhecido como patrim\u00f4nio coletivo do nosso povo\u201d, destaca a advogada. <\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Identidade emprestada<\/h4>\n<p>Joceli ainda tece uma cr\u00edtica ao afirmar que a identidade ga\u00facha \u00e9 toda constru\u00edda em cima de outras culturas pr\u00e9-existentes. Ele aponta que o tradicionalismo n\u00e3o tem uma identidade pr\u00f3pria, j\u00e1 que os Centro de Tradi\u00e7\u00f5es Ga\u00fachas (CTGs) se formaram apenas a partir da d\u00e9cada 1980. Dessa forma, para al\u00e9m dos grafismos kaing\u00e1ng, eles se apropriaram de uma s\u00e9rie de elementos de outras etnias para constituir sua cultura. <\/p>\n<p>O professor relata que se sente frustrado com a falta de reconhecimento e o descaso que a cultura tradicionalista tem ao utilizar e monetizar itens cosmol\u00f3gicos sem dar a devida import\u00e2ncia \u00e0s simbologias. \u201cN\u00f3s, ind\u00edgenas kaing\u00e1ng, tamb\u00e9m queremos aparecer na identidade rio-grandense\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>Em 2022, o Movimento Tradicionalista Ga\u00facho (MTG) vetou a utiliza\u00e7\u00e3o figuras geom\u00e9tricas cont\u00ednuas na pilcha ga\u00facha \u2013 indument\u00e1ria tradicionalista. \u201cO fundamento da medida est\u00e1 ligado \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da identidade cultural ga\u00facha. Ainda que se reconhe\u00e7a que elementos da tecelagem andina exerceram influ\u00eancia sobre os usos e costumes do povo sul-rio-grandense, n\u00e3o h\u00e1 registro hist\u00f3rico que comprove o uso cont\u00ednuo dessas padronagens na indument\u00e1ria tradicional do Rio Grande do Sul\u201d, afirma a diretora de cultura do MTG, Carla Thoen. <\/p>\n<p>Tanto a sede do MTG quanto a unidade catarinense argumentam que esses padr\u00f5es seriam andinos. De acordo com Carla, esses s\u00edmbolos representam um processo de fus\u00e3o de culturas por longo contato e, por isso, n\u00e3o s\u00e3o mais aceitos como parte do traje de eventos oficiais. <\/p>\n<p>Apesar da proibi\u00e7\u00e3o, o estudo da UCS encontrou mais de 30 itens que utilizavam grafismos ind\u00edgenas numa loja de pilchas gauchescas em Caxias do Sul.<\/p>\n<div class=\"article-source\">Conte\u00fado originalmente publicado em Deustche Welle<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"td-all-devices\"><a href=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Google search engine\" src=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/anuncio_728x109px.jpg\" width=\"728\" height=\"90\"\/><\/a><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/10\/19\/indigenas-criticam-apropriacao-cultural-em-adornos-gauchos\/\">Fonte Original <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O movimento tradicionalista ga\u00facho, caracterizado por costumes gastron\u00f4micos, art\u00edsticos e de vestimenta, \u00e9 uma corrente cultural presente tanto no Rio Grande do Sul, quanto em outros estados do Sul do Brasil e em regi\u00f5es da Argentina, Uruguai e Paraguai. 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