{"id":11761,"date":"2025-10-12T23:24:10","date_gmt":"2025-10-12T23:24:10","guid":{"rendered":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/10\/12\/o-brasil-se-tornou-um-pais-menos-cinico-brasil-de-fato\/"},"modified":"2025-10-12T23:24:12","modified_gmt":"2025-10-12T23:24:12","slug":"o-brasil-se-tornou-um-pais-menos-cinico-brasil-de-fato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/10\/12\/o-brasil-se-tornou-um-pais-menos-cinico-brasil-de-fato\/","title":{"rendered":"&#8216;O Brasil se tornou um pa\u00eds menos c\u00ednico&#8217; \u2014 Brasil de Fato"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Um dos nomes mais consagrados da literatura brasileira contempor\u00e2nea, escritora diz que a literatura negra pode ajudar a combater o racismo e pede que a Europa fa\u00e7a mea-culpa de passado colonial. <\/p>\n<p>Aos 78 anos, a escritora, professora e ensa\u00edsta mineira Concei\u00e7\u00e3o Evaristo parece incans\u00e1vel. Em meio a uma disputada agenda, que inclui palestras, oficinas e aulas em universidades, Evaristo est\u00e1 escrevendo um novo livro:\u00a0<em>Em Nome de M\u00e3e<\/em>.<\/p>\n<p>A obra ser\u00e1 uma celebra\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria m\u00e3e \u2013 uma mulher que criou nove filhos e teve forte influ\u00eancia na forma\u00e7\u00e3o da autora \u2013, uma homenagem \u00e0 \u201cpot\u00eancia de maternidade que as mulheres negras t\u00eam\u201d, nas palavras de Evaristo. N\u00e3o apenas a maternidade f\u00edsica, mas tamb\u00e9m a maternagem \u2013 o ato mais amplo de cuidar, exercido por av\u00f3s, tias e mulheres sem filhos. H\u00e1 ainda um sentido simb\u00f3lico, \u201conde as m\u00e3es de santo tornam-se m\u00e3es de toda a comunidade\u201d.<\/p>\n<p>A escritora, que disputou uma vaga para Academia Brasileira de Letras (ABL), em 2018, diz n\u00e3o saber se voltaria a se candidatar. \u201cO importante n\u00e3o \u00e9 ser a primeira, \u00e9 abrir perspectivas. A minha candidatura marcou a hist\u00f3ria da ABL. Apesar de eu n\u00e3o ser vitoriosa, ela ajudou a ABL a pensar nessa representatividade\u201d, avalia Evaristo.<\/p>\n<p>Depois da sua candidatura, v\u00e1rias mulheres foram eleitas, al\u00e9m do m\u00fasico Gilberto Gil e do ind\u00edgena Ailton Krenak. \u201cHoje celebramos a elei\u00e7\u00e3o de Ana Maria Gon\u00e7alves como a primeira mulher negra a ser eleita para a ABL. J\u00e1 entrei para a Academia Brasileira de Letras, mesmo sem ter uma cadeira l\u00e1. O papel agora \u00e9 da ABL de pensar a minha aus\u00eancia ou a minha presen\u00e7a l\u00e1 dentro\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Em 2024, ao se tornar a primeira mulher negra eleita para a Academia Mineira de Letras (AML) em 115 anos da institui\u00e7\u00e3o, a escritora disse que n\u00e3o gostaria de ser s\u00f3 \u201crepresentatividade\u201d ou \u201cenfeite\u201d na entidade \u2013 na sua avalia\u00e7\u00e3o, um risco que muitos negros correm ao alcan\u00e7arem posi\u00e7\u00f5es de destaque no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cSe formos procurar, por exemplo, nas grandes empresas, nas For\u00e7as Armadas, nas comunidades acad\u00eamicas, vamos encontrar uma ou outra pessoa negra em lugar de destaque. Mas n\u00e3o podemos esquecer que essa \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o\u201d, alerta. Esses espa\u00e7os \u201cainda t\u00eam uma maioria de pessoas brancas \u2013 \u00e9 preciso haver uma paridade maior em todos os setores\u201d.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">\u201cA literatura forma consci\u00eancias\u201d<\/h4>\n<p>Considerada uma das escritoras mais importantes da literatura brasileira contempor\u00e2nea, a autora teve duas obras citadas em um ranking da\u00a0<em>Folha de S.Paulo<\/em>\u00a0dos 25 Melhores Livros Brasileiros do S\u00e9culo 21:\u00a0<em>Olhos d\u2019\u00e1gua<\/em>\u00a0e\u00a0<em>Ponci\u00e1 Vic\u00eancio<\/em>. Tamb\u00e9m ganhou o trof\u00e9u Juca Pato de intelectual do ano, entregue pela Uni\u00e3o Brasileira de Escritores, em 2023.<\/p>\n<p>Para Evaristo, ao quebrar estere\u00f3tipos, a literatura negra \u2013 que ela confirma estar em expans\u00e3o \u2013 pode ajudar a reduzir o racismo na sociedade brasileira: \u201cPersonagens com suas pr\u00f3prias pot\u00eancias, qualidades e defeitos acabam falando \u00e0 humanidade de cada pessoa que l\u00ea.\u201d<\/p>\n<p>A autora conta que tem encontrado muitas pessoas brancas que dizem nunca ter pensado num racismo brasileiro, mas que passaram a pensar atrav\u00e9s de suas obras. A literatura, para Evaristo, forma consci\u00eancias. \u201cTextos de autoria negra convocam as pessoas a pensar nas suas responsabilidades como pessoas brancas\u201d, acredita.<\/p>\n<p>Evaristo j\u00e1 superou a marca de meio milh\u00e3o de livros vendidos somente pela editora Pallas. Seus livros conseguem o feito de conquistar tanto os que t\u00eam \u201cuma cultura acad\u00eamica, quanto os que n\u00e3o t\u00eam a compet\u00eancia de uma linguagem mais sofisticada\u201d, observa.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">\u201cJorge Amado de saias\u201d<\/h4>\n<p>Para Julio Ludemir, autor, curador e cofundador da Festa Liter\u00e1ria das Periferias (Flup), \u201cConcei\u00e7\u00e3o \u00e9 uma Jorge Amado de saias\u201d. Ludemir diz que a escritora traz o que hoje se conhece como lugar de fala, \u201co universo dessa mulher negra e intergeracional, interregional\u201d. E faz isso \u201ctocando no cora\u00e7\u00e3o das pessoas\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o por acaso, tornou-se um fen\u00f4meno de popularidade: \u201cPor onde passa, ela atrai multid\u00f5es. H\u00e1 sempre pessoas querendo abra\u00e7\u00e1-la, vendo-a como uma grande nan\u00e3 (orix\u00e1 das religi\u00f5es de matriz africana ligada \u00e0 sabedoria), vendo-a como essa senhora s\u00e1bia, serena, delicada, acolhedora\u201d.<\/p>\n<p>Durante um trabalho em col\u00e9gios da zona norte do Rio, isso ficou vis\u00edvel: \u201cComo foi professora e aluna de escola p\u00fablica, ela ocupa o espa\u00e7o dessa grande av\u00f3 que tem sido no imagin\u00e1rio brasileiro, que cativa a todas as crian\u00e7as, todos os adolescentes, todas as professoras, todas as m\u00e3es.\u201d<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Homenagem da Flup em solo alem\u00e3o<\/h4>\n<p>Evaristo foi a grande homenageada de uma edi\u00e7\u00e3o especial da Flup realizada na capital alem\u00e3 nos dias 10 e 11 de outubro, e que contou com leituras, debates, workshops e performances. O evento acontece h\u00e1 12 anos em comunidades perif\u00e9ricas do Rio de Janeiro, com grandes personalidades da literatura em sua programa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA Flup concorre para a democratiza\u00e7\u00e3o do livro, e traz essa possibilidade de a periferia reconhecer que os seus escritos, a sua dan\u00e7a, a sua m\u00fasica, t\u00eam esse teor de arte liter\u00e1ria\u201d, diz Evaristo.<\/p>\n<p>A autora cobra dos europeus uma reflex\u00e3o sobre a quest\u00e3o racial: \u201c\u00c9 uma esp\u00e9cie de mea-culpa que a Europa tem que fazer, na medida em que n\u00f3s sabemos que essa quest\u00e3o do racismo nasce, ou \u00e9 fomentada, pelo processo de coloniza\u00e7\u00e3o. Para se entender, ela precisa entender o mundo\u201d.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s sabemos das quest\u00f5es raciais que a Europa enfrenta com a imigra\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o por coincid\u00eancia, essa imigra\u00e7\u00e3o normalmente vem de pa\u00edses que foram colonizados por ela. A Europa deve saber que ela \u00e9 respons\u00e1vel e criar medidas que possam dirimir um problema que est\u00e1 a\u00ed h\u00e1 s\u00e9culos.\u201d<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Criadora do conceito de escreviv\u00eancia<\/h4>\n<p>Evaristo costuma dizer que n\u00e3o nasceu rodeada de livros, mas de palavras. O que influenciou uma est\u00e9tica oral, que a leva a buscar express\u00f5es que possam dar conta de decifrar sil\u00eancios e olhares: \u201c\u00c9 um exerc\u00edcio extremo de tentar traduzir esse texto oral para o texto escrito.\u201d<\/p>\n<p>Criadora do conceito de \u2018escreviv\u00eancia\u2018, a autora explica que ele surge da jun\u00e7\u00e3o \u201cde escrever, viver, escrever se vendo\u201d \u2013 e nessa aglutina\u00e7\u00e3o de palavras est\u00e1 a uni\u00e3o entre uma voz l\u00edrica e o sujeito criador.<\/p>\n<p>O processo, segundo a autora, permite que escritores negros incluam em seus projetos liter\u00e1rios as suas experi\u00eancias, suas formas de estar no mundo e sua \u201cbrasilidade enquanto sujeitos descendentes de povos africanos\u201d \u2013 que assim se tornam mat\u00e9rias que podem ser ficcionalizadas.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m uma retomada da voz das mulheres negras \u2013 \u201cda ama de leite, da m\u00e3e preta, que dentro da casa grande era obrigada a contar hist\u00f3rias para ninar\u201d, mas cuja voz estava inscrita em processo de escraviza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">\u201c\u00c9 cedo demais para se dizer que o pa\u00eds est\u00e1 menos racista\u201d<\/h4>\n<p>Apesar de avan\u00e7ar na criminaliza\u00e7\u00e3o do racismo e apostar no sistema de cotas, o Brasil ainda tem um longo caminho pela frente na luta contra o racismo estrutural, diz a autora. \u201c\u00c9 cedo demais para se dizer que o pa\u00eds est\u00e1 menos racista. O que se pode dizer \u00e9 que o Brasil se tornou um pa\u00eds menos c\u00ednico.\u201d<\/p>\n<p>O racismo brasileiro era tratado \u201ccom um cinismo muito grande, atrav\u00e9s do mito da democracia racial brasileira. Hoje, brancos e negros t\u00eam mais coragem de discutir o racismo. E acho que quando voc\u00ea p\u00f5e o dedo na ferida \u00e9 mais f\u00e1cil voc\u00ea pensar em processos de cura dessa ferida.\u201d<\/p>\n<p>Sobre o racismo estrutural, Evaristo diz que h\u00e1 uma tend\u00eancia em culpabilizar a sociedade \u2013 o que tira a responsabilidade das pessoas. \u201cS\u00f3 que as estruturas s\u00e3o criadas por sujeitos humanos. Eles v\u00e3o criar leis, v\u00e3o organizar as grandes empresas. E podem, portanto, promover mudan\u00e7as.\u201d<\/p>\n<p>A escritora espera que a nova gera\u00e7\u00e3o \u201cn\u00e3o perca a perspectiva do que foi constru\u00eddo no passado, e saiba o que essa constru\u00e7\u00e3o significa para a nossa vida no presente\u201d. Ela lembra das palavras de Jurema Werneck, m\u00e9dica e ativista feminina: \u201cNossos passos v\u00eam de longe\u201d.<\/p>\n<div class=\"article-source\">Conte\u00fado originalmente publicado em Deutsche Welle<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"td-all-devices\"><a href=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/\"><\/a><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/10\/12\/conceicao-evaristo-o-brasil-se-tornou-um-pais-menos-cinico\/\">Fonte Original <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos nomes mais consagrados da literatura brasileira contempor\u00e2nea, escritora diz que a literatura negra pode ajudar a combater o racismo e pede que a Europa fa\u00e7a mea-culpa de passado colonial. Aos 78 anos, a escritora, professora e ensa\u00edsta mineira Concei\u00e7\u00e3o Evaristo parece incans\u00e1vel. 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