{"id":11211,"date":"2025-09-25T17:24:10","date_gmt":"2025-09-25T17:24:10","guid":{"rendered":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/09\/25\/ere-ibeji-e-ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos-terreiros\/"},"modified":"2025-09-25T17:24:14","modified_gmt":"2025-09-25T17:24:14","slug":"ere-ibeji-e-ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos-terreiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/09\/25\/ere-ibeji-e-ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos-terreiros\/","title":{"rendered":"Er\u00ea, Ibeji e Ibejada: lugar de crian\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 nos terreiros?"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>\u201cVoc\u00eas todos deveriam ser como crian\u00e7as\u201d foi a frase que ecoou pelo Templo Umbandista Caboclo Sete Flechas durante uma das giras realizadas em homenagem a Exu e atendimento aberto ao p\u00fablico com Pombagira.\u00a0<\/p>\n<p>Sob a luz de velas vermelhas e atapetado por flores e folhas espalhadas pelo ch\u00e3o, o terreiro dirigido pela M\u00e3e Lunna de Ians\u00e3 abria seus port\u00f5es para salvaguardar os caminhos abertos e a prote\u00e7\u00e3o di\u00e1ria. Em roda, vestidos com roupas pretas e vermelhas, os filhos da casa cultuavam os orix\u00e1s com cantigas e convocavam as entidades espirituais ao som do toque dos atabaques.\u00a0<\/p>\n<p>Diante do momento, algumas dezenas de pessoas \u2014 chamadas de consulentes pela M\u00e3e Lunna porque, visitantes, ali estavam em busca de orienta\u00e7\u00e3o e aconselhamento espiritual \u2014 participavam da gira batendo palmas e entoando os cantos. Poucas estavam ali pela primeira vez, como n\u00f3s.\u00a0<\/p>\n<p>A maioria parecia j\u00e1 saber o caminho da casa. Entre elas, algumas estavam acompanhadas de crian\u00e7as, umas sentadas no ch\u00e3o, outras no colo de adultos. Perceber\u00edamos ao longo do encontro que os pequenos, junto com m\u00e3es e pais, av\u00f3s e av\u00f4s, tias e tios, pertenciam \u00e0quele momento tanto quanto os mais velhos.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Ponto de pureza<\/h4>\n<p>As crian\u00e7as s\u00e3o o ponto de pureza nos terreiros e neles s\u00e3o cuidadas com carinho e afeto por todos que os frequentam. Tal qual o prov\u00e9rbio africano, \u00e9 preciso de um terreiro inteiro para cuidar de uma crian\u00e7a, e, no Templo Umbandista Caboclo Sete Flechas, a inf\u00e2ncia \u00e9 elemento central na espiritualidade do barrac\u00e3o. \u201cEr\u00ea \u00e9 crian\u00e7a, Ibeji \u00e9 crian\u00e7a e Ibejada \u00e9 crian\u00e7a. Para a gente, \u00e9 o corpo vivo da religi\u00e3o e o objeto mais sagrado que a gente tenta preservar\u201d, diz M\u00e3e Lunna de Ians\u00e3.<\/p>\n<p>Na sacralidade do espa\u00e7o, as vestimentas, a tradi\u00e7\u00e3o oral na conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias, as dan\u00e7as e m\u00fasicas atra\u00edam olhinhos e ouvidinhos curiosos, que, distantes dos brinquedos deixados pela M\u00e3e Lunna durante toda a gira, preferiam observar e participar da roda, cantando e batendo palmas.<\/p>\n<p>Enquanto os mais el\u00e9tricos iam para a frente da roda, atentos a todos os passos, batuques e palavras, os mais t\u00edmidos ficavam sentados no cantinho, ao fundo do terreiro, mas sem perder o foco, mesmo com um brinquedo na m\u00e3o. Uma chegou a adormecer no colo da m\u00e3e: parecia que, para a pequena, n\u00e3o havia local mais seguro que aquele para cair no sono.\u00a0<\/p>\n<p>Entre luz baixa, clima escuro, fitas coloridas penduradas, velas acesas, altares e entidades, mesmo que poucos no dia da nossa visita, l\u00e1, entre o aglomerado de gente mais alta e adulta, est\u00e3o os Ibejis.\u00a0<\/p>\n<p>Fontes di\u00e1rias de aprendizado, as crian\u00e7as de terreiro, socializadas num ambiente frut\u00edfero para uma educa\u00e7\u00e3o antirracista, simbolizam um fortalecimento da conex\u00e3o com a ancestralidade. Pequena em estatura, mas grande pilar da casa, a meninada aprende, ensina, encanta, reinventa, energiza e poetisa os mais sagrados encontros e as mais valiosas experi\u00eancias nos terreiros.\u00a0<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Segunda casa<\/h4>\n<p>Quando nasceu, a fam\u00edlia de Tain\u00e1 frequentava um terreiro de Umbanda todo final de semana. Suas primeiras mem\u00f3rias de vida retomam as primeiras experi\u00eancias que teve com religi\u00f5es de matriz africana. Depois de mais velha, a av\u00f3 materna passou a participar de cultos evang\u00e9licos e, com a proximidade que tinha com a matriarca, seguiu seus passos e a acompanhou.\u00a0<\/p>\n<p>Foi depois de muitos anos, quando compareceu ao Templo da M\u00e3e Lunna em uma festa de celebra\u00e7\u00e3o a Er\u00ea, entidade espiritual infantil que remete \u00e0 brincadeira e \u00e0 pureza, que a filha de santo voltou \u00e0 Umbanda: \u201cfoi na festa que eu realmente soube que aquele era o meu chamado pra continuar no terreiro\u201d, diz.\u00a0<\/p>\n<p>Tain\u00e1 \u00e9 m\u00e3e de Nicolas, de 2 anos. O pequeno est\u00e1 em todas as giras do terreiro, sem falta. Tornou-se parte imprescind\u00edvel dos la\u00e7os comunit\u00e1rios e solid\u00e1rios que tecem as rela\u00e7\u00f5es de afeto da m\u00e3e e dos filhos de santo do templo. Enquanto convers\u00e1vamos com Tain\u00e1, todos que passavam cumprimentavam Nicolas, que reconhecia os abra\u00e7os e palavras calorosas daquela fam\u00edlia que tamb\u00e9m era sua.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cDesde a primeira vez que pisei aqui, como consulente, todo mundo j\u00e1 abra\u00e7ou o meu filho, fez ele se sentir em casa. O terreiro \u00e9, de fato, a nossa segunda casa\u201d, conta a m\u00e3e.<\/p>\n<p>\u201cGosto\u201d foi o que respondeu, timidamente, quando perguntamos o que o pequeno achava das giras no barrac\u00e3o. A m\u00e3e fala que, no in\u00edcio, tinha receio de o filho se assustar com o barulho e atrapalhar os momentos em que as entidades est\u00e3o em terra. \u201cMuito pelo contr\u00e1rio: ele ama estar aqui\u201d, ela logo acrescenta, contradizendo, para sua felicidade, os pensamentos que tinha antes de passar a levar o filho ao barrac\u00e3o.<\/p>\n<p>Durante a roda, momento em que s\u00e3o incorporadas as entidades sagradas para a Umbanda, Nicolas mant\u00e9m-se distante. N\u00e3o porque ele n\u00e3o gostaria de estar ali, mas porque \u00e9 indicado pelos adultos que ele fique apenas observando, de longe.\u00a0<\/p>\n<p>Num ato involunt\u00e1rio, quando o malandro assume posi\u00e7\u00e3o na gira, Nicolas corre para perto dele. Tain\u00e1 diz que tem algo especial na rela\u00e7\u00e3o que o filho cultiva pelo esp\u00edrito de chap\u00e9u branco e vermelho. Quando Nicolas atravessa a roda, admirando a figura da malandragem, os adultos tentam tir\u00e1-lo dali, mas s\u00e3o interrompidos: \u201co malandro n\u00e3o deixa brigar com ele de jeito nenhum\u201d, ri Tain\u00e1.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Legenda: Nicolas com o chap\u00e9u e a bengala do Preto Velho Pai Francisco \/ Arquivo pessoal<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">As primeiras vezes no terreiro<\/h4>\n<p>Juliana Rodrigues sempre foi cat\u00f3lica, mas, no ano passado, sofreu um acidente de carro que mudou sua vida. Espirituosa desde muito cedo, contou que, no susto da trag\u00e9dia, uma amiga a pegou nos bra\u00e7os e disse \u201cque Exu abra seus caminhos\u201d. A mensagem, atrelada ao convite de M\u00e3e Lunna de Ians\u00e3, a levou ao templo. A gira de homenagem ao mensageiro e guardi\u00e3o j\u00e1 era o terceiro momento em que ela comparecia ao barrac\u00e3o.<\/p>\n<p>Junto dela, estavam o marido, Caio, e o filho do casal, Bento, de 7 anos. A presen\u00e7a nas giras de Umbanda se tornara um programa da fam\u00edlia. Batizada quando ainda nen\u00e9m, Rodrigues pouco sabia sobre religi\u00f5es de matriz africana. \u201cEram muito demonizadas na minha inf\u00e2ncia\u201d, lamenta.\u00a0<\/p>\n<p>Nas suas recorda\u00e7\u00f5es de crian\u00e7a, tem lembran\u00e7as de morar pr\u00f3ximo a uma loja de artigos religiosos da Umbanda e do Candombl\u00e9, e a m\u00e3e e a tia, desconhecidas de outras narrativas para al\u00e9m do cristianismo, proibiam que passasse ali por perto.<\/p>\n<p>J\u00e1 mais velha, foi na faculdade que Juliana come\u00e7ou a ler sobre decolonialidade. Sua interpreta\u00e7\u00e3o de mundo, que dentro de casa, durante a inf\u00e2ncia, era majoritariamente crist\u00e3, come\u00e7ou a abarcar novas impress\u00f5es e experi\u00eancias.\u00a0<\/p>\n<p>No \u00edmpeto de mudar a educa\u00e7\u00e3o que proporciona ao pr\u00f3prio filho, e at\u00e9 mesmo ressignificar a educa\u00e7\u00e3o religiosa que teve quando crian\u00e7a, decidiu lev\u00e1-lo ao terreiro tamb\u00e9m. O que inicialmente seria uma experi\u00eancia pessoal passou a ser uma releitura de sua pr\u00f3pria maternidade e da rela\u00e7\u00e3o que tece com Bento.<\/p>\n<p>\u201cO Bento, aqui, fica super curioso, porque \u00e9 muito diferente a rela\u00e7\u00e3o com a religi\u00e3o cat\u00f3lica da rela\u00e7\u00e3o com as religi\u00f5es de matriz africana\u201d, relata Juliana.\u00a0<\/p>\n<p>O menino, que segurava fortemente um drag\u00e3ozinho de brinquedo durante toda a gira, n\u00e3o desgrudava da m\u00e3e e do pai. Era uma das crian\u00e7as que mantinha-se distante, sentada no ch\u00e3o, mas atenta \u00e0 ritualidade do encontro com palmas, levemente descompassadas, no ritmo das batucadas. Vermelho, ele conta, \u00e9 a cor que mais chama a aten\u00e7\u00e3o dele nas giras, bem presente nas saias e nos batons.<\/p>\n<p>Nessa rela\u00e7\u00e3o familiar, que agora \u00e9 influenciada pela espiritualidade dos terreiros, Juliana e Bento constroem novos mundos dentro de si mesmos. Ela, ressignifica peda\u00e7os de uma inf\u00e2ncia dominada pela crist\u00e3 colonialidade. Ele, se encanta com as delicadezas espirituais de ser crian\u00e7a.<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">\u2018Deixa a crian\u00e7a falar\u2019<\/h4>\n<p>A crian\u00e7a dentro da Umbanda e do Candombl\u00e9, como alguns dizem, \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o. Gleice Silva e Luiz Ot\u00e1vio Silva, frequentadores da Casa Pai Jo\u00e3o de Angola, acreditam que \u201c\u00e9 a encarna\u00e7\u00e3o mais confi\u00e1vel\u201d, porque, para eles, \u00e9 uma \u201cpessoa sem maldade, pura\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA espiritualidade interage com as crian\u00e7as como se a gente estivesse batendo um papo, dar um doce, dar uma bala, conversar com uma crian\u00e7a, escutar a crian\u00e7a. Se a crian\u00e7a quer falar, deixa a crian\u00e7a falar. Se a crian\u00e7a n\u00e3o quer falar, n\u00e3o quer falar\u201d, conta a Gleice, emocionada. Existe uma forte conex\u00e3o das crian\u00e7as carnais com as entidades.\u00a0<\/p>\n<p>Gleice fala como quem j\u00e1 viu o sagrado se manifestar. Mas, nesse caso, quem falou primeiro foi o filho, uma vez que Luiz foi o primeiro a trilhar o caminho da espiritualidade, aos 14 anos, e em seguida, a m\u00e3e o acompanhou. H\u00e1 tr\u00eas anos, ele foi apresentado a um terreiro pelo seu padrasto. Era s\u00f3 um adolescente, mas sentiu ali algo que n\u00e3o sabia nomear: um misto de acolhimento, pertencimento e identifica\u00e7\u00e3o. Hoje, ele \u00e9 curimbeiro: quem toca o atabaque, chamando as entidades.<\/p>\n<p>Para m\u00e3e e filho, a ancestralidade foi o caminho at\u00e9 a religi\u00e3o. Os dois contam que, apesar de a fam\u00edlia ser majoritariamente cat\u00f3lica e ter um certo p\u00e9 atr\u00e1s com religi\u00f5es de matriz africana, sempre houve aquele costume de cantarolar cantigas de macumba, sem saber de onde vinham.<\/p>\n<p>\u201cQuando a gente \u00e9 chamado, n\u00e3o tem como negar. A gente j\u00e1 tem um hist\u00f3rico de cor, de ra\u00e7a, de ancestralidade\u201d, afirma Gleice.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de Luiz, Gleice tamb\u00e9m tem outra filha de 6 anos que os acompanha nas atividades do terreiro desde os 3 anos . A pequena j\u00e1 est\u00e1 t\u00e3o habituada com as giras que toma ben\u00e7\u00e3o de todos os pretos velhos da casa. \u201cEla me conta toda feliz: mam\u00e3e, a sua preta velha me falou isso\u201d, diz a m\u00e3e. Os dias de Er\u00ea s\u00e3o os seus preferidos. Neles, ela corre, caborna, leva balas e pirulitos at\u00e9 a santidade.\u00a0<\/p>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Crescer no terreiro<\/h4>\n<p>A forma como cada fam\u00edlia constr\u00f3i seus la\u00e7os afetivos \u00e9 muito influenciada pelos espa\u00e7os de socializa\u00e7\u00e3o que circundam as viv\u00eancias em comunidade. Nas rela\u00e7\u00f5es de Vit\u00f3ria e Maria Lagdem, irm\u00e3s nascidas no Rio de Janeiro, mas que moram em S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei h\u00e1 cinco anos, o Candombl\u00e9 \u00e9 fator crucial nas conex\u00f5es familiares.\u00a0<\/p>\n<p>O av\u00f4 \u00e9 pai de santo da Vit\u00f3ria; a av\u00f3 \u00e9 m\u00e3e de santo da Maria. \u201cA gente nasceu no terreiro\u201d, elas nos contam. \u201cAs nossas can\u00e7\u00f5es de ninar eram cantigas de Candombl\u00e9\u201d.<\/p>\n<p>Ou\u00e7a o \u00e1udio de Vit\u00f3ria e Maria. <\/p>\n<p>Apesar de a fam\u00edlia toda seguir o Candombl\u00e9, as irm\u00e3s puderam escolher o caminho que queriam trilhar. Muito diferente do cristianismo, a inicia\u00e7\u00e3o religiosa se d\u00e1, de acordo com Maria, pelo \u201cescolher dizer sim\u201d, e essa escolha demanda maturidade.\u00a0<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 muito raro encontrar crian\u00e7as iniciadas em quaisquer religi\u00f5es de matriz africana: o processo requer autonomia e preparo f\u00edsico e mental. Vit\u00f3ria escolheu se batizar no Candombl\u00e9 relativamente nova, aos 12 anos. J\u00e1 Maria, decidiu quando tinha 15.\u00a0<\/p>\n<p>Depois da inicia\u00e7\u00e3o, cada uma recebeu seu nome social: no terreiro, Vit\u00f3ria \u00e9 Dandasimberefumbi e Maria \u00e9 N\u2019vulaken\u00e3. Assim, o barrac\u00e3o do av\u00f4, que ficava nos fundos da casa em que cresceram, foi o respons\u00e1vel pelo fortalecimento de suas identidades, espirituais e mundanas.\u00a0<\/p>\n<p>Crescer no terreiro agu\u00e7ou a espiritualidade das meninas desde seus primeiros passos: \u201ceu lembro que eu brincava de visitar um mundo, que eu chamava de fantasia, e a pessoa que era o meu melhor amigo imagin\u00e1rio era um homem todo esqueleto. Depois, quando eu cresci, eu descobri que esse era o Exu do meu av\u00f4. Ent\u00e3o, inconscientemente eu tinha essa ideia. Tudo na minha vida era, de certa forma, voltado para o Candombl\u00e9\u201d, lembra Maria.<\/p>\n<p>Na escola, as duas meninas enfrentaram algumas dificuldades. \u201cNem todo mundo vai gostar do que eu tenho a ser\u201d foi uma das preocupa\u00e7\u00f5es quando foram envelhecendo e percebendo os sintomas da intoler\u00e2ncia religiosa na sociedade e em suas pr\u00f3prias identidades.\u00a0<\/p>\n<p>Por medo, passaram a dizer que eram esp\u00edritas para os amigos do col\u00e9gio. O Candombl\u00e9, ent\u00e3o, ficava s\u00f3 dentro de casa, onde \u00e9 seguro e o respeito \u00e9 garantido. Foi s\u00f3 depois de mais velhas e mais confiantes de si mesmas que esse cen\u00e1rio mudou.<\/p>\n<p>Hoje, a religi\u00e3o tem forte liga\u00e7\u00e3o com as recorda\u00e7\u00f5es de inf\u00e2ncia que costuraram no atabaque do pai, na cadeira de santo do av\u00f4, nos Contra Egum feitos pela madrinha, nas velas acesas pela av\u00f3. As lembran\u00e7as de crian\u00e7a retomam princ\u00edpios fundantes de seus car\u00e1teres e personalidades, assim como preservam a espiritualidade de Er\u00ea em suas caminhadas. \u201cA gente costuma dizer que, se tem crian\u00e7a no terreiro, \u00e9 porque o terreiro tem alegria\u201d, afirma Vit\u00f3ria.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/09\/image-2-1024x768.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-757253\" style=\"width:448px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/09\/image-2-300x225.png 300w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/09\/image-2-1024x768.png 1024w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/09\/image-2-768x576.png 768w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/09\/image-2-750x536.png 750w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/09\/image-2.png 1136w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\"\/><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"302\" src=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/09\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-757251\" style=\"width:452px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/09\/image-300x227.png 300w, https:\/\/assets.brasildefato.com.br\/2025\/09\/image.png 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Vit\u00f3ria e Maria no barrac\u00e3o de seus av\u00f3s \/ Arquivo Pessoal<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Terreiro \u00e9 lugar de crian\u00e7a<\/h4>\n<p>M\u00e3e Lunna de Ians\u00e3 tem certeza de que o barrac\u00e3o precisa das crian\u00e7as. Traz\u00ea-las para o Ax\u00e9 \u00e9 caminho importante para uma adapta\u00e7\u00e3o espiritual: \u201cat\u00e9 os 7 anos, a gente tem os chakras abertos, o que torna a pessoa muito mais suscet\u00edvel e vulner\u00e1vel ao mundo espiritual\u201d, explica Lunna. Para al\u00e9m de um espa\u00e7o religioso, o barrac\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 rede de apoio e educa\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 dentro do terreiro que se ajuda a formar car\u00e1ter e cria um senso de responsabilidade consigo e com a comunidade\u201d, explica M\u00e3e Lunna de Ians\u00e3.<\/p>\n<p>As indelicadezas e desrespeito \u00e0 inf\u00e2ncia digna maltratam a falange sagrada de Er\u00ea, Ibeji, Cosme e Dami\u00e3o. A humaniza\u00e7\u00e3o deste mundo em disson\u00e2ncia precisa, essencialmente, do encantamento pela inf\u00e2ncia. Reside, nas crian\u00e7as e nos terreiros, indissociavelmente, pe\u00e7a significativa para o enfrentamento \u00e0s durezas impostas pelo racismo religioso, pela intoler\u00e2ncia e pelo preconceito.\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"td-all-devices\"><a href=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Google search engine\" src=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/anuncio_728x109px.jpg\" width=\"728\" height=\"90\"\/><\/a><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefato.com.br\/2025\/09\/25\/ere-ibeji-e-ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos-terreiros\/\">Fonte Original <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cVoc\u00eas todos deveriam ser como crian\u00e7as\u201d foi a frase que ecoou pelo Templo Umbandista Caboclo Sete Flechas durante uma das giras realizadas em homenagem a Exu e atendimento aberto ao p\u00fablico com Pombagira.\u00a0 Sob a luz de velas vermelhas e atapetado por flores e folhas espalhadas pelo ch\u00e3o, o terreiro dirigido pela M\u00e3e Lunna de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":11212,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_daextrevop_audio_file_url":"","_daextrevop_audio_file_creation_date":"","_daextrevop_text_to_speech":"","_daextrevop_document_type":"","footnotes":""},"categories":[32],"tags":[],"class_list":["post-11211","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.6 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Er\u00ea, Ibeji e Ibejada: lugar de crian\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 nos terreiros? - Agora ou J\u00e1!<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/09\/25\/ere-ibeji-e-ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos-terreiros\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Er\u00ea, Ibeji e Ibejada: lugar de crian\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 nos terreiros? - Agora ou J\u00e1!\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"\u201cVoc\u00eas todos deveriam ser como crian\u00e7as\u201d foi a frase que ecoou pelo Templo Umbandista Caboclo Sete Flechas durante uma das giras realizadas em homenagem a Exu e atendimento aberto ao p\u00fablico com Pombagira.\u00a0 Sob a luz de velas vermelhas e atapetado por flores e folhas espalhadas pelo ch\u00e3o, o terreiro dirigido pela M\u00e3e Lunna de [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/09\/25\/ere-ibeji-e-ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos-terreiros\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Agora ou J\u00e1!\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2025-09-25T17:24:10+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2025-09-25T17:24:14+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ere-Ibeji-e-Ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1296\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"972\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Agora ou J\u00e1\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Agora ou J\u00e1\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"12 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/09\/25\/ere-ibeji-e-ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos-terreiros\/\",\"url\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/09\/25\/ere-ibeji-e-ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos-terreiros\/\",\"name\":\"Er\u00ea, Ibeji e Ibejada: lugar de crian\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 nos terreiros? - Agora ou J\u00e1!\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/09\/25\/ere-ibeji-e-ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos-terreiros\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/09\/25\/ere-ibeji-e-ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos-terreiros\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ere-Ibeji-e-Ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos.jpg\",\"datePublished\":\"2025-09-25T17:24:10+00:00\",\"dateModified\":\"2025-09-25T17:24:14+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/#\/schema\/person\/98db3648b1d83cb4e4b03bf7090388d4\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/09\/25\/ere-ibeji-e-ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos-terreiros\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/09\/25\/ere-ibeji-e-ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos-terreiros\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/09\/25\/ere-ibeji-e-ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos-terreiros\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ere-Ibeji-e-Ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ere-Ibeji-e-Ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos.jpg\",\"width\":1296,\"height\":972,\"caption\":\"Er\u00ea, Ibeji e Ibejada: lugar de crian\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 nos terreiros?\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/09\/25\/ere-ibeji-e-ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos-terreiros\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Er\u00ea, Ibeji e Ibejada: lugar de crian\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 nos terreiros?\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/#website\",\"url\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/\",\"name\":\"Agora ou J\u00e1!\",\"description\":\"Agora ou J\u00e1!\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/#\/schema\/person\/98db3648b1d83cb4e4b03bf7090388d4\",\"name\":\"Agora ou J\u00e1\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/5a31ce5d2fd14f206a1769dc9072526999e59db46e13dda5ba416bd373264398?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/5a31ce5d2fd14f206a1769dc9072526999e59db46e13dda5ba416bd373264398?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Agora ou J\u00e1\"},\"sameAs\":[\"https:\/\/agoraouja.com.br\"],\"url\":\"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/author\/agoraouja\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Er\u00ea, Ibeji e Ibejada: lugar de crian\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 nos terreiros? - Agora ou J\u00e1!","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/09\/25\/ere-ibeji-e-ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos-terreiros\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Er\u00ea, Ibeji e Ibejada: lugar de crian\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 nos terreiros? - Agora ou J\u00e1!","og_description":"\u201cVoc\u00eas todos deveriam ser como crian\u00e7as\u201d foi a frase que ecoou pelo Templo Umbandista Caboclo Sete Flechas durante uma das giras realizadas em homenagem a Exu e atendimento aberto ao p\u00fablico com Pombagira.\u00a0 Sob a luz de velas vermelhas e atapetado por flores e folhas espalhadas pelo ch\u00e3o, o terreiro dirigido pela M\u00e3e Lunna de [&hellip;]","og_url":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/09\/25\/ere-ibeji-e-ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos-terreiros\/","og_site_name":"Agora ou J\u00e1!","article_published_time":"2025-09-25T17:24:10+00:00","article_modified_time":"2025-09-25T17:24:14+00:00","og_image":[{"width":1296,"height":972,"url":"https:\/\/agoraouja.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ere-Ibeji-e-Ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Agora ou J\u00e1","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Agora ou J\u00e1","Est. tempo de leitura":"12 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/09\/25\/ere-ibeji-e-ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos-terreiros\/","url":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/09\/25\/ere-ibeji-e-ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos-terreiros\/","name":"Er\u00ea, Ibeji e Ibejada: lugar de crian\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 nos terreiros? - Agora ou J\u00e1!","isPartOf":{"@id":"https:\/\/agoraouja.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/09\/25\/ere-ibeji-e-ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos-terreiros\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/09\/25\/ere-ibeji-e-ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos-terreiros\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/agoraouja.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ere-Ibeji-e-Ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos.jpg","datePublished":"2025-09-25T17:24:10+00:00","dateModified":"2025-09-25T17:24:14+00:00","author":{"@id":"https:\/\/agoraouja.com.br\/#\/schema\/person\/98db3648b1d83cb4e4b03bf7090388d4"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/09\/25\/ere-ibeji-e-ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos-terreiros\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/09\/25\/ere-ibeji-e-ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos-terreiros\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/09\/25\/ere-ibeji-e-ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos-terreiros\/#primaryimage","url":"https:\/\/agoraouja.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ere-Ibeji-e-Ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos.jpg","contentUrl":"https:\/\/agoraouja.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Ere-Ibeji-e-Ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos.jpg","width":1296,"height":972,"caption":"Er\u00ea, Ibeji e Ibejada: lugar de crian\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 nos terreiros?"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2025\/09\/25\/ere-ibeji-e-ibejada-lugar-de-crianca-tambem-e-nos-terreiros\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/agoraouja.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Er\u00ea, Ibeji e Ibejada: lugar de crian\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 nos terreiros?"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/agoraouja.com.br\/#website","url":"https:\/\/agoraouja.com.br\/","name":"Agora ou J\u00e1!","description":"Agora ou J\u00e1!","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/agoraouja.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/agoraouja.com.br\/#\/schema\/person\/98db3648b1d83cb4e4b03bf7090388d4","name":"Agora ou J\u00e1","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/agoraouja.com.br\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/5a31ce5d2fd14f206a1769dc9072526999e59db46e13dda5ba416bd373264398?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/5a31ce5d2fd14f206a1769dc9072526999e59db46e13dda5ba416bd373264398?s=96&d=mm&r=g","caption":"Agora ou J\u00e1"},"sameAs":["https:\/\/agoraouja.com.br"],"url":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/author\/agoraouja\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11211","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11211"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11211\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11213,"href":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11211\/revisions\/11213"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11212"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11211"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11211"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11211"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}