{"id":1091,"date":"2024-10-23T19:32:59","date_gmt":"2024-10-23T19:32:59","guid":{"rendered":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2024\/10\/23\/minas-gerais-lidera-lista-suja-do-trabalho-escravo-com\/"},"modified":"2024-10-23T19:32:59","modified_gmt":"2024-10-23T19:32:59","slug":"minas-gerais-lidera-lista-suja-do-trabalho-escravo-com","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agoraouja.com.br\/index.php\/2024\/10\/23\/minas-gerais-lidera-lista-suja-do-trabalho-escravo-com\/","title":{"rendered":"Minas Gerais lidera \u2018lista suja do trabalho escravo\u2019, com"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>O Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou o cadastro nacional de empregadores que submeteram trabalhadores a condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o, conhecido como \u201clista suja\u201d. O levantamento foi publicado na segunda-feira (7).<\/p>\n<p>Com 175 novos nomes adicionados, o n\u00famero total de empregadores responsabilizados chegou a 727. Minas Gerais, sob o comando de Romeu Zema (Novo), lidera o ranking, com 165 empregadores inclu\u00eddos, o que representa 22% do total do Brasil.<\/p>\n<p>Para o deputado estadual Bet\u00e3o (PT), o cen\u00e1rio em Minas \u00e9 resultado de pol\u00edticas de flexibiliza\u00e7\u00e3o trabalhista que precarizam as condi\u00e7\u00f5es de trabalho.\u00a0<\/p>\n<p><strong>:: Receba not\u00edcias de Minas Gerais no seu Whatsapp. Clique aqui ::<\/strong><\/p>\n<p>\u201cMinas est\u00e1 no topo da lista h\u00e1 quase 14 anos. Desde o golpe de 2016, com o governo Temer, vivemos o avan\u00e7o da terceiriza\u00e7\u00e3o e o desmonte dos \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o\u201d, criticou o parlamentar.\u00a0<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m relatou casos recentes de trabalhadores resgatados em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias, como em fazendas de caf\u00e9 e alojamentos sem infraestrutura b\u00e1sica.<\/p>\n<p>:: Leia tamb\u00e9m: Especialistas avaliam que trabalho escravo em MG tem rela\u00e7\u00e3o com agenda liberal do governo e pobreza ::<\/p>\n<p>Entre as atividades econ\u00f4micas com maior n\u00famero de novos empregadores autuados est\u00e3o a produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o vegetal (22), servi\u00e7os dom\u00e9sticos (20), cria\u00e7\u00e3o de bovinos (17), extra\u00e7\u00e3o de minerais (14), cultivo de caf\u00e9 (11) e constru\u00e7\u00e3o civil (11).\u00a0<\/p>\n<p>O cadastro \u00e9 considerado pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas como um dos principais instrumentos no combate ao trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o, por garantir transpar\u00eancia e permitir que os respons\u00e1veis sejam monitorados por dois anos ap\u00f3s a inclus\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Minas Gerais no topo da lista<\/p>\n<p>Durante uma coletiva de imprensa na quinta-feira (10), o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT) e a Superintend\u00eancia Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais apresentaram os detalhes da atualiza\u00e7\u00e3o da lista.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo o procurador-chefe do MPT, Arl\u00e9lio Carvalho Lage, j\u00e1 foram abertos inqu\u00e9ritos contra os empregadores para pedir indeniza\u00e7\u00f5es trabalhistas e condena\u00e7\u00f5es por danos morais.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cEstamos alinhados com a Procuradoria da Rep\u00fablica e o Minist\u00e9rio P\u00fablico de Minas Gerais para atuar firmemente na preven\u00e7\u00e3o ao trabalho escravo\u201d, disse o procurador.<\/p>\n<p>:: Leia tamb\u00e9m: Tr\u00eas trabalhadores s\u00e3o resgatados em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o, em s\u00edtio de Minas Gerais ::<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Perfil das v\u00edtimas e desafios no combate ao trabalho escravo<\/p>\n<p>Segundo o superintendente do MTE, Carlos Calazans, 80% dos empregadores autuados est\u00e3o no setor rural, como agricultura, carvoarias e o cultivo de caf\u00e9. Ele destacou ainda que 90% das v\u00edtimas resgatadas s\u00e3o pessoas negras, sendo 60% moradores locais e 40% imigrantes ou trabalhadores de fora da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>L\u00edvia Mir\u00e1glia, professora de Direito do Trabalho e coordenadora da Cl\u00ednica de Trabalho Escravo e Tr\u00e1fico de Pessoas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), chamou a aten\u00e7\u00e3o para o perfil das v\u00edtimas e a heran\u00e7a hist\u00f3rica do Brasil.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA maioria dessas v\u00edtimas s\u00e3o pessoas negras, provenientes de regi\u00f5es com baixo desenvolvimento humano e pouca escolaridade. Isso reflete a nossa heran\u00e7a escravocrata, que ainda persiste no pa\u00eds\u201d, avaliou.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m criticou a falta de vontade pol\u00edtica para erradicar essa pr\u00e1tica.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cSem discutir o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, saneamento b\u00e1sico e melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vida, n\u00e3o conseguiremos enfrentar de forma definitiva o trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o no Brasil\u201d, afirmou.<\/p>\n<p class=\"ckeditor-subtitle\">Omiss\u00e3o no governo Zema<\/p>\n<p>O deputado Bet\u00e3o tamb\u00e9m denunciou que o governo do estado n\u00e3o atualizou a \u201clista suja\u201d no site oficial, embora uma lei estadual de 2023, de sua autoria, exija essa regularidade.\u00a0<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma decis\u00e3o pol\u00edtica que invisibiliza grandes empresas e empregadores do agroneg\u00f3cio que exploram trabalhadores em condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o\u201d, criticou.\u00a0<\/p>\n<p>Para ele, sem essa visibilidade, fica mais dif\u00edcil elaborar pol\u00edticas p\u00fablicas que protejam os trabalhadores.<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es de combate ao trabalho escravo no estado s\u00e3o realizadas em parceria com diversas institui\u00e7\u00f5es, como o Minist\u00e9rio P\u00fablico, auditores-fiscais e as for\u00e7as policiais. Contudo, os especialistas alertam que ainda h\u00e1 um longo caminho para garantir o cumprimento dos direitos trabalhistas e combater pr\u00e1ticas que precarizam o trabalho no Brasil.<\/p>\n<p class=\"editor\" rel=\"editor\" itemprop=\"editor\">Edi\u00e7\u00e3o: Ana Carolina Vasconcelos<\/p>\n<p><\/p><\/div>\n<div class=\"td-all-devices\"><a href=\"https:\/\/agoraouja.com.br\/\"><\/a><\/div>\n<p><a href=\"https:\/\/www.brasildefatomg.com.br\/2024\/10\/18\/minas-gerais-lidera-lista-suja-do-trabalho-escravo-com-165-empregadores-autuados\">Fonte Original <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou o cadastro nacional de empregadores que submeteram trabalhadores a condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o, conhecido como \u201clista suja\u201d. O levantamento foi publicado na segunda-feira (7). Com 175 novos nomes adicionados, o n\u00famero total de empregadores responsabilizados chegou a 727. 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